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O silêncio também tem voz

Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras. Este é o espaço onde as ideias ganham vida.

O silêncio também tem voz

Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras. Este é o espaço onde as ideias ganham vida.

Amor incompreendido

28.08.21 | RF



Carrego-te no negrume da escuridão

Lado oculto da vida em que te não via

Seguro o grito no silêncio, em vão

Rogo por esta luz pálida que nos guia

 

Que lassidão é esta que me corrói

A alma ímpia, descrente

Que me condena a vilão ou herói

Ou apenas a um ser aparentado a gente

 

Lanço um olhar duvidoso à paisagem nua

Que é esboço não desenhado

É rabisco sobre uma tela crua

És tu, meu amor, do outro lado

 

Chamas-me e não te ouço

Convocas-me e não compareço

Permaneço neste calabouço

Indeciso, e ainda assim não esmoreço

 

E neste impasse me quedo

Impedido de desfrutar esta vida

Solto vocábulos que pretendem ser um berro

Rasgo as vestes pela alma cindida

 

Resisto e não desisto, até à última consequência

Por um amor incessantemente incompreendido

Que perdura e resiste com eloquência

Epílogo da querença que se faz correspondido

 

Rui Ferreira

Penafiel

Amor incompreendido

28.08.21 | RF

amor.jpg

 

Carrego-te no negrume da escuridão

Lado oculto da vida em que te não via

Seguro o grito no silêncio, em vão

Rogo por esta luz pálida que nos guia

 

Que lassidão é esta que me corrói

A alma ímpia, descrente

Que me condena a vilão ou herói

Ou apenas a um ser aparentado a gente

 

Lanço um olhar duvidoso à paisagem nua

Que é esboço não desenhado

É rabisco sobre uma tela crua

És tu, meu amor, do outro lado

 

Chamas-me e não te ouço

Convocas-me e não compareço

Permaneço neste calabouço

Indeciso, e ainda assim não esmoreço

 

E neste impasse me quedo

Impedido de desfrutar esta vida

Solto vocábulos que pretendem ser um berro

Rasgo as vestes pela alma cindida

 

Resisto e não desisto, até à última consequência

Por um amor incessantemente incompreendido

Que perdura e resiste com eloquência

Epílogo da querença que se faz correspondido

 

Rui Ferreira

Penafiel

#ruiferreiraautor
#autoresportugueses
#autoresnacionais

Aos amigos que partem

24.08.21 | RF

luzaofundodotunel.jpg

 

Gentil amigo meu que partes sem despedidas

Fugindo de uma abreviada amizade cerceada sem razão

Das memórias intensas e das recordações transcendidas

Daquele curto espaço de tempo em que o corpo era são

 

O desassossego em que me deixaste nestes dias

Em prantos de lágrimas exageradas de esperança perdida

Acontece sob o feitiço de magos aprendizes de almas sadias

A que sobrevivo sem fulgor nesta desesperança brandida

 

Sadia era a amizade, fortalecida por laços inquebrantáveis

Assim julgados pela carne, fraca, que amiúde nos trai

E nos desperta para a cadência dos ponteiros instáveis

Do relógio da vida, criador de ilusões, que nos distrai

 

Gentil amigo meu que partes e deixas este vazio imenso

Impossível de preencher com palavras incontidas

De angústia e de dor que não apagam o tempo

Transformadas em pensamentos ocultos e lágrimas vertidas

 

Ainda que não faltem, mas também não sobrem

Momentos efémeros de uma amizade contida

Relembro já com saudade a rectidão do homem

Que em ti habitava e se afirmava na plenitude da vida

 

Tivesse eu o condão da atribuição do tempo e da vida

E jamais, jamais, um segundo em vão seria perdido

Em quezílias fúteis e comezinhas, sem qualquer razão envolvida

E no entanto, assim, só, me deixas, incrédulo e aturdido

 

Rui Ferreira

Penafiel

#ruiferreiraautor
#autoresportugueses
#autoresnacionais

Aos amigos que partem

24.08.21 | RF



Gentil amigo meu que partes sem despedidas

Fugindo de uma abreviada amizade cerceada sem razão

Das memórias intensas e das recordações transcendidas

Daquele curto espaço de tempo em que o corpo era são

 

O desassossego em que me deixaste nestes dias

Em prantos de lágrimas exageradas de esperança perdida

Acontece sob o feitiço de magos aprendizes de almas sadias

A que sobrevivo sem fulgor nesta desesperança brandida

 

Sadia era a amizade, fortalecida por laços inquebrantáveis

Assim julgados pela carne, fraca, que amiúde nos trai

E nos desperta para a cadência dos ponteiros instáveis

Do relógio da vida, criador de ilusões, que nos distrai

 

Gentil amigo meu que partes e deixas este vazio imenso

Impossível de preencher com palavras incontidas

De angústia e de dor que não apagam o tempo

Transformadas em pensamentos ocultos e lágrimas vertidas

 

Ainda que não faltem, mas também não sobrem

Momentos efémeros de uma amizade contida

Relembro já com saudade a rectidão do homem

Que em ti habitava e se afirmava na plenitude da vida

 

Tivesse eu o condão da atribuição do tempo e da vida

E jamais, jamais, um segundo em vão seria perdido

Em quezílias fúteis e comezinhas, sem qualquer razãoenvolvida

E no entanto, assim, só, me deixas, incrédulo e aturdido


Rui Ferreira

Penafiel

Feira do Livro de Lisboa 2021

20.08.21 | RF

A 91.ª edição da Feira do Livro de Lisboa decorrerá no Parque Eduardo VII, em Lisboa, de 26 de agosto (quinta-feira) a 12 de setembro de 2021 (domingo) e "A vida numa cicatriz" será o livro do dia, a 02 de Setembro, no stand da Cordel D`Prata.

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A defesa do ambiente continua na ordem do dia

12.08.21 | RF

 76-dos-portugueses-preocupados-com-ambiente-e-alte

As alterações climáticas estão, isto é, continuam, na ordem do dia. Há décadas que assim é. Nada de novo, portanto.

Durantes anos, numa época em que falar de alterações climáticas era considerado radicalismo ideológico e devaneios de uma geração rasca, lutei com convicção pela defesa dos ideais do ambiente, defendendo a necessidade urgente de se estabelecer um equilíbrio, na relação precária entre o desenvolvimento e o respeito pelo planeta.

Naquela altura, há 29 anos atrás, o tema da defesa do ambiente era ainda algo novo e exótico, que aos olhos de muita gente, vinha colocar em causa o “modus vivendi” estabelecido e universalmente aceite.

Assumi bandeiras incómodas e complexas para a época, encontrei oponentes onde não esperava, assim como encontrei aliados inesperados.  A mentalidade dominante não estava, nem um pouco mais ou menos, sensibilizada para a defesa do ambiente e resistia com dureza às tentativas de mudança de paradigma. A nível nacional travavam-se combates ideológicos e os partidos políticos procuravam arrebanhar os movimentos emergentes para a sua esfera de influência, tentando com isso capturar e amordaçar aqueles que se levantavam contra o estado da situação.

A nível local também se passou um pouco isso, embora à sua escala e dimensão. De nada adiantou, pelo contrário, apenas me deu mais força para continuar, apesar da dimensão dos oponentes que tinha pela frente.

Estava acompanhado nesta demanda por amigos de grande valia, que em momento algum vacilaram e juntos demos o peito às balas e levamos a nossa missão a bom porto.

Colocamos na ordem do dia, a necessidade urgente de tratar os resíduos sólidos urbanos, da reciclagem e das alterações climáticas. Levamos a discussão até às escolas primárias de todo o concelho de Penafiel e a algumas outras nos concelhos vizinhos, onde promovemos inúmeras iniciativas de sensibilização e aprendizagem ambiental, às quais se juntaram a autarquia e em especial muitos dos docentes daqueles estabelecimentos de ensino.

Nessa época, tal como hoje, defendo que é nas escolas do ensino primário e pré-primário que devem ser lançados os pilares da defesa do ambiente, e os bons resultados obtidos nesse tempo, reforçam esta minha convicção.

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