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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Volume XIII da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho"

É com grande satisfação que vos dou conta que o meu poema "SINTO-TE FALTA", foi selecionado para integrar o Volume XIII da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho" da Chiado Books.

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SINTO-TE FALTA

 
 

As ausências a que me obrigas

Marcadas por esse teu triste olhar

São sombras envergonhadas de intrigas

A que me sujeito sem me preocupar

 
 

Refugio-me nesse teu olhar penetrante

Escondo-me em mim da tua presença

Perco-me neste caminho errante

Que percorro em constante descrença

 
 

A felicidade é uma quimera

É efémero sentimento cantado

Por poetas desta e de outra era

Em canção e em verso rimado

 
 

O amor, esse sentimento tão nobre

Brota de qualquer coração enamorado

Seja rico ou seja pobre

É assim a vida de um apaixonado

 
 

Nas ausências insisto em ficar

Ao teu lado ainda que te perca

Perdido na imensidão do teu olhar

Refugiado no coração que se aperta

 
 

Encontro-te finalmente entre a imensidão

Dos meus sonhos e pesadelos urdidos

Tornas-te o meu rochedo, o meu bastião

Senhora de destinos incompreendidos

 
 

Rendo-me nesta destemida covardia

De declarar este amor que me assalta

Que cresce nesta alma deserta, bravia

E ainda que te tenha, sinto-te falta.

Volume XIII da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho"

É com grande satisfação que vos dou conta que o meu poema "SINTO-TE FALTA", foi selecionado para integrar o Volume XIII da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho" da Chiado Books.


SINTO-TE FALTA
As ausências a que me obrigasMarcadas por esse teu triste olharSão sombras envergonhadas de intrigasA que me sujeito sem me preocupar
Refugio-me nesse teu olhar penetranteEscondo-me em mim da tua presençaPerco-me neste caminho erranteQue percorro em constante descrença
A felicidade é uma quimeraÉ efémero sentimento cantadoPor poetas desta e de outra eraEm canção e em verso rimado
O amor, esse sentimento tão nobreBrota de qualquer coração enamoradoSeja rico ou seja pobreÉ assim a vida de um apaixonado
Nas ausências insisto em ficarAo teu lado ainda que te percaPerdido na imensidão do teu olharRefugiado no coração que se aperta
Encontro-te finalmente entre a imensidãoDos meus sonhos e pesadelos urdidosTornas-te o meu rochedo, o meu bastiãoSenhora de destinos incompreendidos
Rendo-me nesta destemida covardiaDe declarar este amor que me assaltaQue cresce nesta alma deserta, braviaE ainda que te tenha, sinto-te falta.


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