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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

O Jogo das Nações: Xadrez Global com Tanques e Diplomacia

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Num mundo onde os países se comportam como adolescentes numa festa de pijama, as grandes potências são os pimpões que monopolizam o tabuleiro de xadrez global. E as nações de menor dimensão? Bem, essas são as peças sacrificáveis, ou melhor dizendo, os peões de que ninguém se importa.

Os Estados Unidos da América (o rei do bloco), com a sua vasta coleção de tanques, aviões e filmes de ação, sentam-se confortavelmente no trono. O seu lema? “Democracia para todos (desde que concordem connosco)”. Jogam xadrez com uma mão e com a outra, assinam acordos comerciais e lançam bombas. Quando um peão se atreve a desafiar o rei, respondem com sanções, tweets e um desfile militar.

A Rússia (a rainha das reviravoltas), é a rainha astuta que se move em todas as direções. O seu exército é uma mistura de ursos treinados, hackers e vodka. Quando a Rússia quer algo, ela não pede; simplesmente invade, anexa e diz: “Isto agora é meu”. E se alguém reclamar, lançam uma operação de desinformação e culpam os extraterrestres.

A China é o bispo (do comércio), que avança silenciosamente pelo tabuleiro, construindo estradas, portos e dívidas soberanas por todo o mundo. O seu exército é uma combinação de soldados e produtos eletrónicos baratos. Quando a China quer algo, ela não invade; financia apenas um projeto de infraestruturas e espera que todos se curvem em gratidão.

O Reino Unido é o cavaleiro (da tradição), que ainda acredita que está na Idade Média. O seu exército é composto por guardas da rainha, cavalos e um senso de superioridade colonial. Quando o Reino Unido quer algo, eles enviam um diplomata com um chapéu alto e um sotaque elegante para negociar. Se isso não funcionar, jogam críquete até que todos desistam.

A França é o Chef (das baguetes diplomáticas), e quando os líderes mundiais se reúnem para discutir questões globais, a França, não traz apenas documentos e esferográficas. Não, eles trazem baguetes fresquinhas. O presidente francês levanta uma baguete e diz: “Senhores e senhoras, vamos resolver isto com um pouco de queijo brie, um croissant de paz e um Chardonnay.”

As nações de menor dimensão são os peões (desprezados), de que ninguém se importa. Tentam sobreviver enquanto as grandes potências jogam o seu jogo. Quando um peão se atreve a rebelar-se, são esmagados por tanques, embargos ou tweets sarcásticos. Mas às vezes, esses peões unem-se e formam uma aliança secreta chamada “ONU” para discutir resoluções inúteis e compartilhar receitas de bolos.

E assim, o jogo continua. As grandes potências movem as suas peças, os peões esquivam-se e o mundo assiste, com pipocas e um cheirinho de medo. Porque, afinal, o xadrez global é o único jogo em que todos perdem, exceto os fabricantes de armas e os advogados de direito internacional.