Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Texto do dia VII

OIG4.jfif

Nesta vida onde os espelhos se tornaram mais consultados que os livros, a sociedade desfila numa passarela de efemeridades. A profundidade é ofuscada pelo brilho superficial de um "Gosto", e a sabedoria antiga é trocada por tutoriais de cinco minutos. 
Nesta feira de vaidades, o conteúdo genuíno é substituído por filtros que distorcem a realidade, criando um palco onde todos são atores, mas poucos reconhecem o teatro. Valoriza-se o que é volátil, e a procura incessante pelo extraordinário torna o ordinário desvalorizado. 
Tenta-se normalizar o anormal, aplaudindo-se o extravagante enquanto o essencial é relegado ao esquecimento. 
A sociedade, embriagada pelo consumo desenfreado, esquece que as coisas mais valiosas não têm etiqueta de preço e que, no fim, o que realmente importa não pode ser comprado ou vendido. 
 
Talvez este texto lhe interesse:
 
Imagem gerada por IA 

Texto do dia VI

relax-woman-standing-sea-beach.jpg

A vida é um sopro, um breve intervalo entre o nascer e o partir. Como o sol que se esconde atrás das montanhas ao entardecer, a nossa existência também se esvai rapidamente. Mas, em vez de lamentar essa fugacidade, devemos abraçá-la com coragem e paixão.
Não é a quantidade de anos que importa, mas sim a qualidade dos momentos vividos. Assim como um rio que flui inexoravelmente para o mar, devemos seguir o nosso curso com determinação e propósito.
Desamarremos as âncoras que nos prendem: o medo, a rotina, as preocupações fúteis.
Afinal, a brevidade da vida ensina-nos que o tempo é o nosso bem mais precioso.
 
 
 
 
Talvez este texto lhe interesse:
 
Imagem: https://br.freepik.com/fotos-gratis/relaxe-mulher-de-pe-no-mar-na-praia_1285595.htm#fromView=search&page=1&position=1&uuid=dafb818c-f359-447e-8218-4c7330692d0a

Texto do dia V

IMG_20240621_193329.jpg

Na penumbra do comodismo, existem aqueles que se deleitam na inércia, cujas mãos permanecem limpas não por virtude, mas por omissão. São mestres da retórica, doutores da crítica, sempre prontos a apontar o dedo, mas nunca a estendê-lo para ajudar.
As suas palavras voam como folhas ao vento, muitas e vazias, desprovidas de substância ou ação. Enquanto isso, os verdadeiros artífices do progresso sujam as mãos na argila da realidade, moldando com esforço e suor o futuro que os outros apenas ousam comentar. 
No fim, as palavras dissipam-se como névoa ao sol, e o que resta são as obras daqueles que fizeram mais do que falar; fizeram acontecer.
 
Talvez este texto lhe interesse:
 

Texto do dia IV

silhouette-sportive-girl-practicing-yoga-field-sun

Da vida, aprendi que não esperar nada de ninguém é uma forma de liberdade. Quando nos desprendemos de anseios e expectativas, abrimos espaço para a serenidade. Não há desilusões, uma vez que não depositamos sonhos nas mãos alheias. Não há traições, pois não confiamos cegamente em promessas vazias.
A paz reside na aceitação desse princípio. Não esperar que o outro compreenda os nossos silêncios, que decifre os nossos olhares ou que nos salve das nossas próprias tormentas. Somos responsáveis pela nossa jornada, e ao não esperar, encontramos a verdadeira tranquilidade.
Assim, seguimos em frente, sem amarras, sem ilusões. Apenas nós mesmos, com a leveza de quem não espera, mas vive plenamente cada instante. 
 
Talvez este texto lhe interesse:
 
imagem: https://br.freepik.com/fotos-gratis/silhueta-de-garota-esportiva-praticando-ioga-em-campo-ao-nascer-do-sol_7851142.htm#fromView=search&page=2&position=4&uuid=630eefd6-afee-4925-9c3b-3a86f5cfc0a0

Texto do dia III

freepik

O racismo, como uma sombra que se esgueira pelas frestas da sociedade, muitas vezes passa despercebido, oculto nos detalhes mais subtis do quotidiano. Manifesta-se no olhar que se desvia, na piada que se disfarça de inocência, nas oportunidades que são subtilmente negadas. É o preconceito que não grita, mas sussurra, que não se declara, mas insinua.
Nas entrelinhas de um comentário, na escolha de uma palavra, no silêncio cúmplice de quem observa, o racismo insidioso, ainda que invisível, ocupa e preenche o seu espaço. Ele veste-se de normalidade, esconde-se atrás de sorrisos e de gestos aparentemente inofensivos. Mas para aqueles que sentem o seu peso, ele é tão real como as correntes que outrora aprisionaram corpos, e que agora procuram aprisionar dignidades.
Combater esse racismo exige mais do que um olhar atento; requer uma consciência desperta, uma disposição para reconhecer e desafiar as pequenas grandes injustiças que, dia após dia, tentam passar por "normais".
 
Talvez este texto lhe interesse:
 
Imagem:https://br.freepik.com/vetores-gratis/pare-de-ilustracao-de-racismo_8812614.htm#fromView=search&page=1&position=12&uuid=82a9fbc7-9235-46f4-bea6-86f982539baa

Texto do dia II

getty_532350785_2000116820009280136_152836.jpg

Focar no essencial é como cultivar um jardim; é necessário remover as ervas daninhas do desnecessário para que as flores do que é verdadeiramente valioso possam florescer. É um exercício de discernimento, onde cada escolha é um passo em direção à essência da nossa existência.
Deixar de valorizar o que é secundário não significa ignorar os detalhes que compõem o todo, mas antes reconhecer que nem todos merecem o mesmo peso  na nossa balança interna.
Valorizar o momento é abraçar a impermanência, é entender que cada segundo é uma tela em branco. É a arte de estar presente, de se entregar ao instante sem a preocupação de tentar segurar o tempo nas nossas mãos.
É no agora que a vida acontece, e é aqui que encontramos a verdadeira riqueza da existência.

Texto do dia

336497212_892900591932742_5042429303636114545_n.jp

A loucura, muitas vezes vista como um desvio da norma, pode ser a faísca que acende a chama da genialidade. Numa sociedade onde a conformidade é regra, é a loucura que ousa questionar, quebrar barreiras e explorar o desconhecido. Ela é o sopro de vida numa existência muitas vezes monótona, um convite para dançar ao som de uma melodia diferente.
Em momentos de crise, quando as soluções convencionais falham, é a loucura que oferece um caminho alternativo. Ela salva-nos da estagnação, empurrando a humanidade para frente, para inovações e descobertas que só podem nascer fora dos limites do pensamento racional. A loucura é, portanto, não apenas uma fuga, mas um retorno ao que é mais essencial e puro no espírito humano: a capacidade de sonhar e de transformar esses sonhos em realidade.

A verdadeira felicidade

57425269_440347973206433_2017237068236718080_n.jpg

A verdadeira felicidade floresce no jardim onde as sementes da bondade são plantadas.

Ser feliz é uma jornada pessoal, um caminho iluminado pela luz suave da empatia e do respeito mútuo. 

Não precisamos apagar a luz dos outros para que a nossa brilhe mais forte.
 
Felicidade é o calor de um abraço que não sufoca, mas antes acolhe; é a palavra de encorajamento que não diminui os outros, mas eleva todos os que a ouvem.

Todos temos os nossos demónios

448458123_8481917015171061_790998601431278395_n.jp

Em cada coração, há um quarto trancado onde guardamos os nossos demónios. São as vozes que nos dizem que não somos bons o suficiente, os medos que nos paralisam diante do desconhecido, os arrependimentos que pesam nas nossas almas como correntes.
Todos nós carregamos os nossos demónios internos, aqueles sussurros de dúvida e medo que percorrem os corredores escuros das nossas mentes. Alguns são sombras do passado, outros são criados pelas incertezas do futuro. Mas é na forma como lidamos com eles que reside a nossa verdadeira força.
Confrontar esses demónios é um diálogo constante entre o que somos e o que tememos ser. Aceitar que eles existem é o primeiro passo para a liberdade. Não para bani-los, mas para compreendê-los e, quem sabe, aprender com eles. Cada demónio carrega uma lição, uma chave para um aspeto escondido de nós mesmos que, uma vez descoberto, pode levar-nos a uma vida mais plena e autêntica.
Assim, dançamos com os nossos demónios ao ritmo da vida, aprendendo a cada passo a transformar a escuridão em luz.

@destacar

#demónios #vozes #trancado #coração #desconhecido #arrependimento #alma #ruiferreiraautor #escuridao #correntes #sombras #passado #combater #incertezas #paralisia #Confrontar #força #vencer #enfrentar #medos #boatarde

Pág. 1/3