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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Os pequenos prazeres

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Os pequenos prazeres não exigem grandes gestos ou proclamações; são simples, quase efémeros, mas essenciais.
Um sorriso espontâneo, uma chávena de café que aquece as mãos numa manhã fria, o som da chuva a bater suavemente na janela, ou até mesmo o silêncio reconfortante que acompanha um bom livro.
Eles são o antídoto para o caos, o refúgio onde encontramos paz. Os pequenos prazeres ajudam-nos a recalibrar, a redefinir, a respirar.
Celebra-os. Permite-te ser transportado por eles, ainda que seja apenas por um instante. Pois é nesse instante que podes encontrar a transcendência, um escape, uma ponte para um estado de ser onde as dificuldades do quotidiano se desvanecem, deixando espaço apenas para a gratidão pela simplicidade da vida.

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Reflexões

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Imagina acordar todas as manhãs com a certeza de que este é o último dia da tua vida. Como o preencherias? Que escolhas farias? Que palavras dirias?

A verdade é que não sabemos quando será nosso último dia, mas podemos decidir como vivemos cada um deles.
A plenitude da vida está em saborear os pequenos detalhes: o aroma do café pela manhã, o calor do sol na pele, o riso de um amigo, o abraço de alguém querido. É também em aceitar os desafios, aprender com as quedas e celebrar as vitórias.
Abre os olhos para o mundo à tua volta. Sente o vento no rosto, ouve o canto dos pássaros, abraça quem amas. Aprecia a simplicidade e a complexidade da vida. Não deixes para amanhã o que pode ser vivido hoje.
 

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O valor das coisas banais

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Num mundo onde o extraordinário é frequentemente celebrado, as coisas banais são como o silêncio entre as notas de uma música, essencial mas muitas vezes não notado.

As coisas banais são as raízes da nossa vida em sociedade. Elas são o “bom dia” ao vizinho, o agradecimento ao motorista do autocarro, ou até mesmo o ato de segurar a porta para alguém. Estes atos podem parecer insignificantes, mas são eles que mantêm a cortesia e a gentileza em circulação, nutrindo a empatia e a conexão humana.
Ao valorizar o banal, reconhecemos que cada gesto, por menor que seja, tem o poder de transformar o dia de alguém e, por extensão, a sociedade em que vivemos.

O sabor da invisibilidade

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Há momentos na vida em que nos sentimos como sombras desbotadas, passando despercebidos pelos corredores do mundo. 

A invisibilidade tem o sabor amargo da indiferença. É a sensação de gritar  no vazio, de estender a mão e não encontrar outra para segurar. É caminhar entre a multidão e não sentir um único toque, não ouvir um único “olá”. É a dor de ser ignorado, de não ser reconhecido, de sentir que a nossa existência é uma nota de rodapé na página da humanidade.

E, de alguma forma, essa invisibilidade torna-nos mais humanos, porque lembra-nos de que todos nós, em algum momento, já fomos ignorados, esquecidos, deixados de lado.

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A coragem não é a ausência de medo

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Na encruzilhada da vida, onde os ventos do medo sopram forte, há um sentimento audaz que bate no coração daqueles que ousam ouvir. Coragem não é a ausência de medo, mas sim a dança corajosa com ele. É a arte sublime de avançar, mesmo quando as sombras da incerteza espreitam.

No palco da existência, onde os temores se erguem como gigantes intransponíveis, a coragem ergue-se como um farol de esperança. Não é a negação do medo, mas a decisão convicta de que algo maior, mais nobre, merece a nossa bravura. É a escolha consciente de que o propósito, a paixão, a justiça, são mais poderosos do que as trevas que tentam envolver-nos.

Nos momentos mais negros, quando a dúvida nos fala ao ouvido, a coragem levanta-se como um guerreiro destemido, pronto para desafiar as sombras. Não é a fuga do medo, mas a marcha destemida em direção à luz, alimentada pelo fogo interior que queima mais forte do que qualquer escuridão.

Em cada passo dado em direção ao desconhecido, a coragem, essa força silenciosa que reside nos corações dos destemidos, não é a ausência de medo, mas sim a convicção de que os nossos sonhos, as nossas causas, os nossos amores são mais valiosos do que qualquer temor que nos possa deter.

Crítica literária da Oficina da Escrita

Confira aqui a crítica literária produzida pela Oficina da Escrita a "A vida numa cicatriz".

 

A Vida Numa Cicatriz, de Rui Ferreira

 
 

A Vida Numa Cicatriz é um livro do autor português, Rui Ferreira.

 

Nesta obra, o autor apresenta-nos uma narrativa rica, quer pela informação e pesquisa que denota quer pela história que nos conquista a cada página.

Neste romance conhecemos o desespero e as incertezas daqueles que se viram envolvidos na teia louca das guerras coloniais.

Com fantásticas descrições dos lugares que nos apresenta, o autor conquista o leitor pela capacidade que tem de nos transportar para os espaços onde decorre a ação e nos fazer viver a sua história.

As suas personagens incrivelmente bem caracterizadas, com personalidades vincadas, fazem o leitor criar por elas empatia e apreciá-las, tornando a leitura agradável e verdadeiramente íntima.

A sua linguagem límpida e despretensiosa proporciona um bom momento de leitura, acessível a todas as idades.

Um livro que todos deveriam ler, sem exceção. Fazemos votos de que o autor nos presenteie brevemente com mais histórias profundas e intensas como é A Vida Numa Cicatriz.

 
 

COMPRAR LIVRO

 

https://www.oficinadaescrita.com/post/a-vida-numa-cicatriz-de-rui-ferreira?fbclid=IwAR2MtvdJJrJ73nFwx2AJ0nJCR8haXlvvG1FtaI0XAzkkUkVMBtp22AexIHM

Amor incompreendido



Carrego-te no negrume da escuridão

Lado oculto da vida em que te não via

Seguro o grito no silêncio, em vão

Rogo por esta luz pálida que nos guia

 

Que lassidão é esta que me corrói

A alma ímpia, descrente

Que me condena a vilão ou herói

Ou apenas a um ser aparentado a gente

 

Lanço um olhar duvidoso à paisagem nua

Que é esboço não desenhado

É rabisco sobre uma tela crua

És tu, meu amor, do outro lado

 

Chamas-me e não te ouço

Convocas-me e não compareço

Permaneço neste calabouço

Indeciso, e ainda assim não esmoreço

 

E neste impasse me quedo

Impedido de desfrutar esta vida

Solto vocábulos que pretendem ser um berro

Rasgo as vestes pela alma cindida

 

Resisto e não desisto, até à última consequência

Por um amor incessantemente incompreendido

Que perdura e resiste com eloquência

Epílogo da querença que se faz correspondido

 

Rui Ferreira

Penafiel

Aos amigos que partem



Gentil amigo meu que partes sem despedidas

Fugindo de uma abreviada amizade cerceada sem razão

Das memórias intensas e das recordações transcendidas

Daquele curto espaço de tempo em que o corpo era são

 

O desassossego em que me deixaste nestes dias

Em prantos de lágrimas exageradas de esperança perdida

Acontece sob o feitiço de magos aprendizes de almas sadias

A que sobrevivo sem fulgor nesta desesperança brandida

 

Sadia era a amizade, fortalecida por laços inquebrantáveis

Assim julgados pela carne, fraca, que amiúde nos trai

E nos desperta para a cadência dos ponteiros instáveis

Do relógio da vida, criador de ilusões, que nos distrai

 

Gentil amigo meu que partes e deixas este vazio imenso

Impossível de preencher com palavras incontidas

De angústia e de dor que não apagam o tempo

Transformadas em pensamentos ocultos e lágrimas vertidas

 

Ainda que não faltem, mas também não sobrem

Momentos efémeros de uma amizade contida

Relembro já com saudade a rectidão do homem

Que em ti habitava e se afirmava na plenitude da vida

 

Tivesse eu o condão da atribuição do tempo e da vida

E jamais, jamais, um segundo em vão seria perdido

Em quezílias fúteis e comezinhas, sem qualquer razãoenvolvida

E no entanto, assim, só, me deixas, incrédulo e aturdido


Rui Ferreira

Penafiel