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O silêncio também tem voz

Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras. Este é o espaço onde as ideias ganham vida.

O silêncio também tem voz

Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras. Este é o espaço onde as ideias ganham vida.

Ninguém é à prova de poemas

28.11.25 | RF

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Há palavras que chegam como lâminas finas: não fazem estrondo, não deixam aviso, mas abrem sulcos fundos onde ninguém vê. Fingimos que somos feitos de ferro, que nada nos toca, que a língua dos outros não encontra brechas. Mas a verdade é outra: ninguém é à prova de poemas — nem dos belos, nem dos cruéis.

Porque cada frase lançada no ar procura um corpo onde pousar. Às vezes pousa no nosso. E então perguntamos em silêncio: porquê esta dor tão leve e tão certa? Porque é que uma simples frase consegue permanecer mais tempo do que a memória dos gestos? Talvez porque, no fundo, somos feitos de palavras. E aquilo que fere é apenas o que nos reconhece por dentro, mesmo quando tentamos negar.

Resta-nos esta inquietação: que palavras deixamos entrar e que palavras deixamos sair? E será que sabemos, realmente, o peso que cada uma carrega?

 

Imagem: Pixabay

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