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O silêncio também tem voz

Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras. Este é o espaço onde as ideias ganham vida.

O silêncio também tem voz

Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras. Este é o espaço onde as ideias ganham vida.

O silêncio que mata:

a cumplicidade invisível na violência doméstica

06.12.25 | RF

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Dizemos sempre: “Se visse, denunciava.” Mas quando os gritos atravessam a parede do prédio, a maioria baixa o volume da televisão e finge que nada aconteceu. Esse silêncio é tão letal quanto o punho que desce sobre a vítima.

A violência doméstica não acontece apenas dentro de quatro paredes — acontece também no olhar desviado do vizinho, na desculpa fácil do amigo, no familiar que prefere acreditar que “são coisas de casal”. Cada omissão alimenta o ciclo do medo e dá força ao agressor.

As leis existem, mas de pouco valem se a sociedade continuar a proteger os agressores com a sua indiferença. O silêncio é o álibi perfeito para quem bate, humilha e controla.

E tu? O que fazes quando suspeitas? Finges que não é contigo? Ou tens a coragem de intervir, de denunciar, de ser voz onde reina o medo?

A violência doméstica não é um problema privado. É um crime público. O silêncio mata — e cada silêncio cúmplice é mais uma arma apontada à vítima.

 

Imagem: Pixabay

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