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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Meu irmão Alberto


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A tua chegada era sempre ansiada

Desejada naqueles anos sombrios e cinzentos

Em que era criança já crescida, não criada

Consequência de desenganos e tormentos

 

Os brinquedos que sempre me trazias

Iluminavam o meu mundo enegrecido

Preenchiam-me de alegria como tu bem vias

Tornavam o monótono em divertido

 

O semblante carregado e a alma fechada

Davam lugar ao coração de sorriso aberto

Sempre na esperança da tua breve chegada

É de ti quem falo, meu querido irmão Alberto

 

Os anos cavalgam velozes sem darmos conta

A idade avança sem piedade

Não percamos tempo a pelear o que nos afronta

Seguimos em frente nesta cumplicidade

 

Antes como agora, estás sempre presente

Nos maus e nos bons momentos desta passagem

Somos sangue do mesmo sangue, frio ou quente

Juntos, unidos, é esta a nossa mensagem

 

#poesia

Meu irmão Alberto

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A tua chegada era sempre ansiada

Desejada naqueles anos sombrios e cinzentos

Em que era criança já crescida, não criada

Consequência de desenganos e tormentos

 

Os brinquedos que sempre me trazias

Iluminavam o meu mundo enegrecido

Preenchiam-me de alegria como tu bem vias

Tornavam o monótono em divertido

 

O semblante carregado e a alma fechada

Davam lugar ao coração de sorriso aberto

Sempre na esperança da tua breve chegada

É de ti quem falo, meu querido irmão Alberto

 

Os anos cavalgam velozes sem darmos conta

A idade avança sem piedade

Não percamos tempo a pelear o que nos afronta

Seguimos em frente nesta cumplicidade

 

Antes como agora, estás sempre presente

Nos maus e nos bons momentos desta passagem

Somos sangue do mesmo sangue, frio ou quente

Juntos, unidos, é esta a nossa mensagem

 

Homenagem ao meu avô Leopoldino

 

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O meu avô Leopoldino, fogueteiro de profissão, sobre quem escrevi no livro "A vida numa cicatriz", é também personagem neste pequeno texto do mestre Miguel Torga.

Não me foi permitida a felicidade de conhecer o meu avô. Partiu sem que o tivesse conhecido. Dele guardo apenas os testemunhos de pessoas que com ele se cruzaram e que me transmitiram as suas opiniões acerca dele e de episódios que terá protagonizado.

Era um homem bom, estou seguro disso. De palavra honrada. Orgulhoso do perigoso ofício que o marcou para toda a vida e que lhe roubou os dois filhos (Alberto e António).

Como disse Miguel Torga "É uma cicatriz horrível da cabeça aos pés, mas uma cicatriz honrada, que enobrece a quem dói."

Tanto orgulho neste meu avô que nunca conheci. 🖤