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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Coragem de mil almas

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Foto de Антон Дмитриев na Unsplash

 

O céu está nublado de fumo e poeira
O chão é queimado pelo fogo violento
O céu está pintado de vermelho pelos tiros
E na escuridão a terra é um coro
Há uma guerra latente nos nossos corações
A escuridão instalou-se, ninguém fica para trás
O caos do mundo insinua-se como um ladrão
Devemos ficar juntos, encontrar algum alívio
Do fogo da guerra e do caos
Vem a coragem de mil almas
Levantando-se contra a escuridão
Para romper estas paredes de ferro
O barulho dos canhões troando no ar
É hora de lutar pela liberdade, devemos declarar
A coragem será a nossa guia nesta noite escura
E juntos subimos como um, unidos lutamos
Embora a batalha possa ser difícil e a noite pareça tão longa
Encontraremos a saída e não demorará muito
O poder do amor pode dominar todo o medo
Vamos unir forças e deixar isso bem claro
Do fogo da guerra e do caos
Vem a coragem de mil almas
Levantando-se contra a escuridão
Para romper estas paredes de ferro

 

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Amor incompreendido



Carrego-te no negrume da escuridão

Lado oculto da vida em que te não via

Seguro o grito no silêncio, em vão

Rogo por esta luz pálida que nos guia

 

Que lassidão é esta que me corrói

A alma ímpia, descrente

Que me condena a vilão ou herói

Ou apenas a um ser aparentado a gente

 

Lanço um olhar duvidoso à paisagem nua

Que é esboço não desenhado

É rabisco sobre uma tela crua

És tu, meu amor, do outro lado

 

Chamas-me e não te ouço

Convocas-me e não compareço

Permaneço neste calabouço

Indeciso, e ainda assim não esmoreço

 

E neste impasse me quedo

Impedido de desfrutar esta vida

Solto vocábulos que pretendem ser um berro

Rasgo as vestes pela alma cindida

 

Resisto e não desisto, até à última consequência

Por um amor incessantemente incompreendido

Que perdura e resiste com eloquência

Epílogo da querença que se faz correspondido

 

Rui Ferreira

Penafiel

Poema "Gente com alma de Mar"

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Partilho convosco este poema  de minha autoria, que foi selecionado para integrar o Volume I da Antologia de Literatura Contemporânea, intitulada “Alma de Mar" da Chiado Books

 

"Gente com Alma de mar"

 

Nem as tormentas das águas selvagens do atlântico

Nem as de nenhum outro qualquer mar deste mundo

Vergaram a determinação do povo lusitano, ousado

Tampouco venceram este sentimento profundo

 

De as águas revoltosas e salgadas, marear

Em nome de Deus e de um povo, determinado

Sequioso de conhecimento e conquistas além-mar

Em perfeita simbiose com o elemento enfrentado

 

Povo de terra e de mar, de fé e de saudade

Impelido pelas velas enfunadas de esperança

Enfrentou monstros, crenças e dogmas de verdade

E fundeou naus em terras que o olhar não alcança

 

Nobre povo imortal, que descobristes o mundo novo

Especiarias, sedas e pedras preciosas, ó fortuna ilusão

De entre os povos te tornaste num só povo

Mas perdeste-te no ouro negro, agrilhoados no porão

 

Séculos se esfumaram, leis e costumes foram alterados

Legado da expressão deixado a um povo novo, abandonado

Altivo, poderoso, de tez escura e sotaques variados

Que apesar de vencido, nunca foi quebrado

 

O lusitano que ao mar se lançou e abraçou o mundo

Não se aquieta nem se conforma, antes se agita

Como a força das ondas, se levanta num só segundo

Adapta-se e transforma-se, assim Deus o permita.

 

Rui Ferreira

Penafiel

#ruiferreiraautor
#autoresportugueses
#autoresnacionais

Poema "Gente com alma de Mar"

 unnamed.png

 

Partilho convosco este poema  de minha autoria, que foi selecionado para integrar o Volume I da Antologia de Literatura Contemporânea, intitulada “Alma de Mar" da Chiado Books

 

"Gente com Alma de mar"

 

Nem as tormentas das águas selvagens do atlântico

Nem as de nenhum outro qualquer mar deste mundo

Vergaram a determinação do povo lusitano, ousado

Tampouco venceram este sentimento profundo

 

De as águas revoltosas e salgadas, marear

Em nome de Deus e de um povo, determinado

Sequioso de conhecimento e conquistas além-mar

Em perfeita simbiose com o elemento enfrentado

 

Povo de terra e de mar, de fé e de saudade

Impelido pelas velas enfunadas de esperança

Enfrentou monstros, crenças e dogmas de verdade

E fundeou naus em terras que o olhar não alcança

 

Nobre povo imortal, que descobristes o mundo novo

Especiarias, sedas e pedras preciosas, ó fortuna ilusão

De entre os povos te tornaste num só povo

Mas perdeste-te no ouro negro, agrilhoados no porão

 

Séculos se esfumaram, leis e costumes foram alterados

Legado da expressão deixado a um povo novo, abandonado

Altivo, poderoso, de tez escura e sotaques variados

Que apesar de vencido, nunca foi quebrado

 

O lusitano que ao mar se lançou e abraçou o mundo

Não se aquieta nem se conforma, antes se agita

Como a força das ondas, se levanta num só segundo

Adapta-se e transforma-se, assim Deus o permita.

 

Rui Ferreira

Penafiel