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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Reflexões

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Imagina acordar todas as manhãs com a certeza de que este é o último dia da tua vida. Como o preencherias? Que escolhas farias? Que palavras dirias?

A verdade é que não sabemos quando será nosso último dia, mas podemos decidir como vivemos cada um deles.
A plenitude da vida está em saborear os pequenos detalhes: o aroma do café pela manhã, o calor do sol na pele, o riso de um amigo, o abraço de alguém querido. É também em aceitar os desafios, aprender com as quedas e celebrar as vitórias.
Abre os olhos para o mundo à tua volta. Sente o vento no rosto, ouve o canto dos pássaros, abraça quem amas. Aprecia a simplicidade e a complexidade da vida. Não deixes para amanhã o que pode ser vivido hoje.
 

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Aos amigos que partem



Gentil amigo meu que partes sem despedidas

Fugindo de uma abreviada amizade cerceada sem razão

Das memórias intensas e das recordações transcendidas

Daquele curto espaço de tempo em que o corpo era são

 

O desassossego em que me deixaste nestes dias

Em prantos de lágrimas exageradas de esperança perdida

Acontece sob o feitiço de magos aprendizes de almas sadias

A que sobrevivo sem fulgor nesta desesperança brandida

 

Sadia era a amizade, fortalecida por laços inquebrantáveis

Assim julgados pela carne, fraca, que amiúde nos trai

E nos desperta para a cadência dos ponteiros instáveis

Do relógio da vida, criador de ilusões, que nos distrai

 

Gentil amigo meu que partes e deixas este vazio imenso

Impossível de preencher com palavras incontidas

De angústia e de dor que não apagam o tempo

Transformadas em pensamentos ocultos e lágrimas vertidas

 

Ainda que não faltem, mas também não sobrem

Momentos efémeros de uma amizade contida

Relembro já com saudade a rectidão do homem

Que em ti habitava e se afirmava na plenitude da vida

 

Tivesse eu o condão da atribuição do tempo e da vida

E jamais, jamais, um segundo em vão seria perdido

Em quezílias fúteis e comezinhas, sem qualquer razãoenvolvida

E no entanto, assim, só, me deixas, incrédulo e aturdido


Rui Ferreira

Penafiel