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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

No banco da amizade, não há taxas de juros nem saldo negativo

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Ter amigos verdadeiros é uma riqueza que transcende o valor material. No banco da amizade, não há taxas de juros nem saldo negativo. A verdadeira riqueza está nas gargalhadas partilhadas, nos abraços sinceros e nas conversas que aquecem a alma.
Amigos verdadeiros são como estrelas na noite: mesmo quando a escuridão parece dominar, eles brilham com constância e indicam o caminho.
A riqueza monetária pode comprar conforto, mas não pode comprar a sensação de pertencimento. Amigos verdadeiros são tesouros que não se corroem com o tempo.
A verdadeira riqueza está em ter alguém com quem partilhar histórias, segredos e aventuras. É saber que, mesmo quando o mundo parece hostil, há alguém que nos compreende e nos aceita incondicionalmente.

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Aos amigos que partem



Gentil amigo meu que partes sem despedidas

Fugindo de uma abreviada amizade cerceada sem razão

Das memórias intensas e das recordações transcendidas

Daquele curto espaço de tempo em que o corpo era são

 

O desassossego em que me deixaste nestes dias

Em prantos de lágrimas exageradas de esperança perdida

Acontece sob o feitiço de magos aprendizes de almas sadias

A que sobrevivo sem fulgor nesta desesperança brandida

 

Sadia era a amizade, fortalecida por laços inquebrantáveis

Assim julgados pela carne, fraca, que amiúde nos trai

E nos desperta para a cadência dos ponteiros instáveis

Do relógio da vida, criador de ilusões, que nos distrai

 

Gentil amigo meu que partes e deixas este vazio imenso

Impossível de preencher com palavras incontidas

De angústia e de dor que não apagam o tempo

Transformadas em pensamentos ocultos e lágrimas vertidas

 

Ainda que não faltem, mas também não sobrem

Momentos efémeros de uma amizade contida

Relembro já com saudade a rectidão do homem

Que em ti habitava e se afirmava na plenitude da vida

 

Tivesse eu o condão da atribuição do tempo e da vida

E jamais, jamais, um segundo em vão seria perdido

Em quezílias fúteis e comezinhas, sem qualquer razãoenvolvida

E no entanto, assim, só, me deixas, incrédulo e aturdido


Rui Ferreira

Penafiel