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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

O abandono é um estado de espera, mas uma espera sem esperança

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O abandono é uma paisagem desolada na alma, onde a voz da solidão se ouve entre paredes vazias. É a sensação de ser deixado para trás, uma folha caída que o vento se esqueceu de levar. Há uma quietude nesse sentimento, um silêncio que pesa mais do que o barulho mais ensurdecedor, pois é o silêncio da ausência, da falta que algo ou alguém faz.
É um quarto escuro onde as sombras do passado parecem mais reais do que a luz que se esforça por entrar. É um estado de espera, mas uma espera sem esperança, onde os dias se misturam e as noites se alongam.
O abandono pode ser o fim de um capítulo, mas também pode ser o espaço em branco antes do início de outro. É nesse espaço que temos a possibilidade de reescrever a nossa história, de encontrar um novo propósito e, talvez, redescobrirmo-nos longe das sombras do que foi deixado para trás.

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A coragem não é a ausência de medo

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Na encruzilhada da vida, onde os ventos do medo sopram forte, há um sentimento audaz que bate no coração daqueles que ousam ouvir. Coragem não é a ausência de medo, mas sim a dança corajosa com ele. É a arte sublime de avançar, mesmo quando as sombras da incerteza espreitam.

No palco da existência, onde os temores se erguem como gigantes intransponíveis, a coragem ergue-se como um farol de esperança. Não é a negação do medo, mas a decisão convicta de que algo maior, mais nobre, merece a nossa bravura. É a escolha consciente de que o propósito, a paixão, a justiça, são mais poderosos do que as trevas que tentam envolver-nos.

Nos momentos mais negros, quando a dúvida nos fala ao ouvido, a coragem levanta-se como um guerreiro destemido, pronto para desafiar as sombras. Não é a fuga do medo, mas a marcha destemida em direção à luz, alimentada pelo fogo interior que queima mais forte do que qualquer escuridão.

Em cada passo dado em direção ao desconhecido, a coragem, essa força silenciosa que reside nos corações dos destemidos, não é a ausência de medo, mas sim a convicção de que os nossos sonhos, as nossas causas, os nossos amores são mais valiosos do que qualquer temor que nos possa deter.

Sinto-te falta



As ausências a que me obrigas

Marcadas por esse teu triste olhar

São sombras envergonhadas de intrigas

A que me sujeito sem me preocupar

 

Refugio-me nesse teu olhar penetrante

Escondo-me em mim da tua presença

Perco-me neste caminho errante

Que percorro em constante descrença

 

A felicidade é uma quimera

É efémero sentimento cantado

Por poetas desta e de outra era

Em canção e em verso rimado

 

O amor, esse sentimento tão nobre

Brota de qualquer coração enamorado

Seja rico ou seja pobre

É assim a vida de um apaixonado

 

Nas ausências insisto em ficar

Ao teu lado ainda que te perca

Perdido na imensidão do teu olhar

Refugiado no coração que se aperta

 

Encontro-te finalmente entre a imensidão

Dos meus sonhos e pesadelos urdidos

Tornas-te o meu rochedo, o meu bastião

Senhora de destinos incompreendidos

 

Rendo-me nesta destemida covardia

De declarar este amor que me assalta

Que cresce nesta alma deserta, bravia

E ainda que te tenha, sinto-te falta.

 

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