Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
A Europa fala com ela própria como quem se observa num espelho rachado. De um lado, repete-se o mantra da emancipação, da autonomia estratégica, da necessidade de caminhar com os próprios pés. Do outro, ri-se nervosamente sempre que alguém ousa dizer isso em voz (...)
Quem são, afinal, esses especialistas que pululam nas televisões, sempre prontos a opinar sobre tudo, mesmo quando nada sabem? De onde lhes vem essa confiança inoxidável, essa pose de oráculo que nunca se engana — apenas é mal interpretado? Que currículo (...)
Dizem que pôr termo à própria vida é um ato de covardia. Outros sussurram que é coragem — coragem de enfrentar o desconhecido, de virar as costas a um mundo que pesa demais. Mas talvez não seja nem uma coisa nem outra. Talvez seja apenas o grito silencioso de (...)
Há dias em que o mundo parece demasiado pesado, demasiado rápido, demasiado ruidoso. Mas basta um instante de beleza para recordar que ainda há lugar para o que nos torna humanos. Uma melodia simples pode devolver-nos um pedaço de calma; um poema pode acender, com (...)
Dizemos sempre: “Se visse, denunciava.” Mas quando os gritos atravessam a parede do prédio, a maioria baixa o volume da televisão e finge que nada aconteceu. Esse silêncio é tão letal quanto o punho que desce sobre a vítima. A violência doméstica não (...)
Às vezes, as palavras pesam mais do que o silêncio. Quando alguém próximo enfrenta uma doença grave — ou quando a dor atinge um dos seus — descobrimos que a língua tropeça, que as frases que antes pareciam simples agora se escondem atrás do receio. Receio de (...)
Os rostos desapareceram. Substituídos por retângulos brilhantes, lentes negras, círculos perfeitos que nos observam mais do que nós a eles. Na imagem, ninguém olha para ninguém — apenas para o pequeno oráculo de vidro que carregam como uma extensão da própria (...)