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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

O dia da consagração

 




Há um ano atrás “A vida numa cicatriz” arrecadava na 2ª Galados Autores Cordel de Prata, os prémios Romance 2020 e Escolha do Leitor 2020.Vivia momentos únicos, que se eternizarão na minha memória.

Nada disto teria sido possível sem a colaboração/contribuiçãodos meus amigos, tal como referi no palco do Auditório Ruy de Carvalho. É aeles que devo estes prémios.

Gratidão era, tal como hoje, o sentimento que me assaltava opensamento no momento de receber os prémios. 

Crítica literária da Oficina da Escrita

Confira aqui a crítica literária produzida pela Oficina da Escrita a "A vida numa cicatriz".

 

A Vida Numa Cicatriz, de Rui Ferreira

 
 

A Vida Numa Cicatriz é um livro do autor português, Rui Ferreira.

 

Nesta obra, o autor apresenta-nos uma narrativa rica, quer pela informação e pesquisa que denota quer pela história que nos conquista a cada página.

Neste romance conhecemos o desespero e as incertezas daqueles que se viram envolvidos na teia louca das guerras coloniais.

Com fantásticas descrições dos lugares que nos apresenta, o autor conquista o leitor pela capacidade que tem de nos transportar para os espaços onde decorre a ação e nos fazer viver a sua história.

As suas personagens incrivelmente bem caracterizadas, com personalidades vincadas, fazem o leitor criar por elas empatia e apreciá-las, tornando a leitura agradável e verdadeiramente íntima.

A sua linguagem límpida e despretensiosa proporciona um bom momento de leitura, acessível a todas as idades.

Um livro que todos deveriam ler, sem exceção. Fazemos votos de que o autor nos presenteie brevemente com mais histórias profundas e intensas como é A Vida Numa Cicatriz.

 
 

COMPRAR LIVRO

 

https://www.oficinadaescrita.com/post/a-vida-numa-cicatriz-de-rui-ferreira?fbclid=IwAR2MtvdJJrJ73nFwx2AJ0nJCR8haXlvvG1FtaI0XAzkkUkVMBtp22AexIHM

Guerra do Ultramar: assunto esquecido ou proibido?

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A questão surge do facto de, a guerra do Ultramar, ser o pano de fundo da história de “A vida numa cicatriz”. Muitos me questionam acerca dessa questão, alguns surpreendidos, porque aparentemente a guerra do ultramar não é do seu conhecimento, outros porque se indignam com a temática e não a querem discutir.

Não consigo deixar de ficar surpreendido, ou talvez não, com o grau de desconhecimento que muita da minha geração e todas as outras que a sucedem, têm acerca da guerra do ultramar. Não que desconheçam a sua existência, mas sobretudo, por desconhecerem quase tudo ou muito do que lá se passou e muito do que por cá se passou após ter terminado. Cá, agigantou-se uma outra guerra, passiva, fria, silenciosa, “envergonhada”, no subconsciente de muitos dos ex-combatentes, pelos quais tenho um profundo sentimento de respeito e consideração.

É um dado adquirido que quase todas as famílias portuguesas tiveram algum familiar, mais próximo ou mais afastado, que esteve presente nas ex-colónias, mobilizado em defesa da pátria (cerca de 90% da juventude masculina esteve lá presente durante os 13 anos de conflito).

Seria portanto normalíssimo, que a questão da guerra colonial fosse um assunto sobejamente conhecido e discutido, mas curiosamente, ou talvez não, não é.

É assunto tabu nesta nossa sociedade que está sempre pronta para discutir tudo e mais alguma coisa, excepto os assuntos incómodos ou mais sensíveis. Ao que parece não se pode ou não se deve dizer, nem mesmo em família, que 8.831 militares portugueses perderam a vida nas ex-colónias (dados do EMGFA), e que cerca de 100.000 ficaram feridos ou incapacitados.

Durante anos não se falava, a não ser muito superficialmente, dos traumas de guerra e das dificuldades que muitos dos ex-combatentes tiveram para se integrarem novamente numa sociedade que, aparentemente, apenas os queria esquecer.

O estado português, que tardiamente veio a reconhecer o sacrifício, que estes homens fizeram em prol de algo que, estou convicto, muitos desconheciam ou não percebiam quando foram mobilizados (reparem que os homens e mulheres dos movimentos que lutavam pela independência eram catalogados como terroristas e não como militares), continua em falta com os portugueses ao não promover a discussão acerca das razões, as verdadeiras razões, que levaram o país para este conflito, acerca de tudo o que foi feito no teatro de guerra e da famigerada descolonização, que não sendo nem um sucesso, nem um fiasco, foi a possível face à conjetura nacional e internacional.

Reconheço que o tema, da guerra nas ex-colónias não é fácil, não é consensual, mas é um facto insofismável, marcante da nossa história, que não deve continuar a ser “ignorado” e constantemente varrido para debaixo do tapete. Daí tê-lo trazido à liça como tema fulcral da história.

O país deve, à memória de todos aqueles que fizeram o supremo sacrifício, que o assunto seja discutido, debatido de forma séria e aprofundada, sem tabus. Deve aos que voltaram, o reconhecimento do seu esforço e a devida “compensação”, não só pelo que fizeram pela pátria, mas sobretudo pelo que passaram e passam, em consequência desse desempenho.

A chamada do tema à história teve isso como objetivo, ou seja, pretende que seja discutido, que seja dado a conhecer a todos quantos a ignoram, conscientemente ou inconscientemente, na certeza que deixou cicatrizes profundas na sociedade que precisam ser definitivamente curadas.

Também por isso, dediquei o livro, “A todos os ex-combatentes e em especial aos que fizeram o supremo sacrifício pela pátria.”

O início de uma aventura literária (12 meses depois)

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Há precisamente um ano atrás (10 de Agosto de 2020), tornava pública a obra que acabava de editar, “A vida numa cicatriz”, publicada sob a chancela da editora Cordel D` Prata.

Foi um momento agridoce, de sensações cruzadas. Se por um lado a felicidade se impunha naturalmente, por outro crescia um temor que me atormentava desde o início desta aventura.

Desde o envio para as editoras ao recebimento do veredicto destas, felizmente positivo de entre as que me responderam, ao processo de escolha da editora certa, à publicação, tudo foi difícil de aceitar, até porque implicava abdicar da minha privacidade e tornar pública uma parte de mim que escondia havia anos.

Foi pois, um processo difícil, conturbado, intimamente tumultuoso, repleto de hesitações, de avanços e recuos, só tornado público quando a Cordel D` Prata a anunciou publicamente como nomeada nas Categorias Escolha do Leitor 2020 e Romance 2020. Senti nesse momento um nó no estomago e um aperto no coração, porque percebi que não conseguia manter o segredo por mais tempo.

Segredo esse que durava há mais de 4 anos, pois era esse o tempo que já havia decorrido desde que tinha terminado de a escrever e carinhosamente a tinha guardado numa pasta oculta do meu computador pessoal.

Olhando para trás, senti que cometi erros de principiante, que seguramente não cometeria se este fosse um segundo ou terceiro livro, pois a experiência assim dita.

Não teria deixado de prestar toda a atenção à correcção proposta. Não teria lido “na oblíqua” o texto final, tê-lo-ia lido exaustivamente, teria proposto novas correcções e teria eliminado algumas imprecisões e gralhas que permaneceram.

A minha “resistência” a todo o processo de publicação, sempre em contradição comigo mesmo, digladiando-se o consciente e o subconsciente num clima de guerrilha interior que me consumia dia após dia, forçou-me a cometer erros que apenas a mim podem ser atribuídos e que inevitavelmente se reflectiam na qualidade da obra apresentada. Daí que o momento do anúncio público, foi igualmente um momento de libertação, mas que novamente trouxe um novo e inédito desafio, o de enfrentar os leitores e lidar com as suas críticas. Paralelamente acontecia um desafio maior, o de estar nomeada para a atribuição de prémios e logo na primeira obra escrita.

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Procurei informação acerca dos meus oponentes na categoria Romance 2020 e fiquei aterrado. Senti-me a lebre que corre velozmente no início do percurso apenas com o intuito de proporcionar aos restantes uma corrida ao mais alto nível para se coroarem de glória no final.

O Diogo Simões tinha vencido no ano anterior, na categoria Suspense, com a obra “Esquecido”. A Ana Salgueiro tem uma legião de leitores a segui-la nas redes sociais e a Lauren Lewis surgia com um segundo livro escrito. Tudo se alinhava para que de entre estes três, saísse o vencedor. 

Confesso que me senti derrotado pelo peso da informação obtida, mas levantei a cabeça e enfrentei o desafio com determinação. Só via uma solução para um, altamente improvável, final feliz. Convencer os meus amigos a participar ativamente na votação e esperar pelos resultados finais.

E esse é um novo capítulo desta aventura literária.

#ruiferreiraautor
#autoresportugueses
#autoresnacionais

 

O início de uma aventura literária (12 meses depois)

 

117092273_3247143762016030_1950516654213412181_o.jHá precisamente um ano atrás (10 de Agosto de 2020), tornava pública a obra que acabava de editar, “A vida numa cicatriz”, publicada sob a chancela da editora Cordel D` Prata.

Foi um momento agridoce, de sensações cruzadas. Se por um lado a felicidade se impunha naturalmente, por outro crescia um temor que me atormentava desde o início desta aventura.

Desde o envio para as editoras ao recebimento do veredicto destas, felizmente positivo de entre as que me responderam, ao processo de escolha da editora certa, à publicação, tudo foi difícil de aceitar, até porque implicava abdicar da minha privacidade e tornar pública uma parte de mim que escondia havia anos.

Foi pois, um processo difícil, conturbado, intimamente tumultuoso, repleto de hesitações, de avanços e recuos, só tornado público quando a Cordel D` Prata a anunciou publicamente como nomeada nas Categorias Escolha do Leitor 2020 e Romance 2020. Senti nesse momento um nó no estomago e um aperto no coração, porque percebi que não conseguia manter o segredo por mais tempo.

Segredo esse que durava há mais de 4 anos, pois era esse o tempo que já havia decorrido desde que tinha terminado de a escrever e carinhosamente a tinha guardado numa pasta oculta do meu computador pessoal.

Olhando para trás, senti que cometi erros de principiante, que seguramente não cometeria se este fosse um segundo ou terceiro livro, pois a experiência assim dita.

Não teria deixado de prestar toda a atenção à correcção proposta. Não teria lido “na oblíqua” o texto final, tê-lo-ia lido exaustivamente, teria proposto novas correcções e teria eliminado algumas imprecisões e gralhas que permaneceram.

A minha “resistência” a todo o processo de publicação, sempre em contradição comigo mesmo, digladiando-se o consciente e o subconsciente num clima de guerrilha interior que me consumia dia após dia, forçaram-me a cometer erros que apenas a mim podem ser atribuídos e que inevitavelmente se reflectiam na qualidade da obra apresentada. Daí que o momento do anúncio público, foi igualmente um momento de libertação, mas que novamente trouxe um novo e inédito desafio, o de enfrentar os leitores e lidar com as suas críticas. Paralelamente acontecia um desafio maior, o de estar nomeada para a atribuição de prémios e logo na primeira obra escrita.

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Procurei informação acerca dos meus oponentes na categoria Romance 2020 e fiquei aterrado. Senti-me a lebre que corre velozmente no início do percurso apenas com o intuito de proporcionar aos restantes uma corrida ao mais alto nível para se coroarem de glória no final.

O Diogo Simões tinha vencido no ano anterior, na categoria Suspense, com a obra “Esquecido”. A Ana Salgueiro tem uma legião de leitores a segui-la nas redes sociais e a Lauren Lewis surgia com um segundo livro escrito. Tudo se alinhava para que de entre estes três, saísse o vencedor. 

Confesso que me senti derrotado pelo peso da informação obtida, mas levantei a cabeça e enfrentei o desafio com determinação. Só via uma solução para um, altamente improvável, final feliz. Convencer os meus amigos a participar ativamente na votação e esperar pelos resultados finais.

E esse é um novo capítulo desta aventura literária.