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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

A solidão

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Na vastidão silenciosa da noite, a solidão dança em torno de mim como uma sombra fiel. Cada passo tange o vazio do meu ser, ecoando nas paredes do meu coração solitário.

À luz pálida da lua, encontro-me perdido em pensamentos, navegando pelas águas escuras da minha mente.

Os suspiros misturam-se com o murmúrio do vento, enquanto a solidão se enrosca em mim como uma serpente fria.

Na solidão, encontro uma companhia estranha, um instantâneo dos meus próprios anseios e medos, uma reflexão da minha alma solitária.

Entre as sombras, descubro uma paz inquieta, uma resignação melancólica ao abraço solitário da noite. 

Na penumbra da saudade

Na penumbra da saudade, o amor de mãe desvanece-se lentamente, como pétalas que caem de uma rosa esquecida. À medida que o tempo avança, essa presença materna, uma vez tão tangível e reconfortante, desvanece vagarosamente, como estrelas que se apagam no céu noturno.

Cada dia sem a sua presença é como uma ferida aberta, uma cicatriz na alma que nunca parece curar completamente. O eco da sua voz, os traços do seu sorriso, tudo parece dissipar-se lentamente, como se a própria essência do amor desaparecesse com a sua ausência.

A sua falta é sentida em cada momento, em cada gesto, como uma sombra que paira sobre os dias ensolarados.

E no silêncio da noite, quando as lágrimas escorrem silenciosamente pelo rosto, é impossível não sentir a falta do seu amor irrevogável. As lembranças de momentos compartilhados tornam-se tesouros preciosos, guardados com carinho no baú do coração, mas sempre acompanhadas pela dor da ausência. A saudade torna-se uma companheira constante, uma sombra que nos segue onde quer que vamos, recordando-nos da raridade do amor que perdemos.

No entanto, mesmo com a sua partida, o amor de mãe permanece como uma luz imperecível, uma chama que jamais se extinguirá completamente, pois o vínculo entre mãe e filho transcende o tempo e o espaço, e mesmo na ausência física, o seu amor continua a ressoar na alma, guiando e protegendo como um farol na escuridão.

E assim, mesmo na dor da saudade, há conforto na certeza de que o amor de mãe é eterno, e a sua presença, embora ausente, permanece sempre viva nos corações daqueles que ela amou e que a amaram para sempre.

Cada batida do coração é um lembrete do seu legado de amor, uma promessa de que nunca estaremos verdadeiramente sozinhos.

Sinto-te falta



As ausências a que me obrigas

Marcadas por esse teu triste olhar

São sombras envergonhadas de intrigas

A que me sujeito sem me preocupar

 

Refugio-me nesse teu olhar penetrante

Escondo-me em mim da tua presença

Perco-me neste caminho errante

Que percorro em constante descrença

 

A felicidade é uma quimera

É efémero sentimento cantado

Por poetas desta e de outra era

Em canção e em verso rimado

 

O amor, esse sentimento tão nobre

Brota de qualquer coração enamorado

Seja rico ou seja pobre

É assim a vida de um apaixonado

 

Nas ausências insisto em ficar

Ao teu lado ainda que te perca

Perdido na imensidão do teu olhar

Refugiado no coração que se aperta

 

Encontro-te finalmente entre a imensidão

Dos meus sonhos e pesadelos urdidos

Tornas-te o meu rochedo, o meu bastião

Senhora de destinos incompreendidos

 

Rendo-me nesta destemida covardia

De declarar este amor que me assalta

Que cresce nesta alma deserta, bravia

E ainda que te tenha, sinto-te falta.

 

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