Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Recebi "O Jogo do Leão", de Nelson DeMille, no dia em que ele morreu. Um gesto irónico do destino, como se a despedida do autor viesse acompanhada da sua voz mais viva, impressa em páginas que ardem de tensão e inteligência. Comecei a leitura com o peso da perda e fui (...)
Há algo de profundamente comovente no instante em que um novo livro é lançado. Não é apenas a celebração de um objeto impresso — é o nascimento público de algo que, durante meses ou anos, viveu em segredo. O autor, que o concebeu em silêncio, partilha agora com (...)
Há momentos raros em que o mundo parece recordar-se de si mesmo. A nomeação de María Corina Machadopara o Nobel da Paz é um desses instantes — quando a verdade, por fim, atravessa o nevoeiro da conveniência. Não se trata apenas de premiar uma mulher que enfrentou (...)
A vida nem sempre sopra na direção que desejamos. Muitas vezes, somos surpreendidos por ventos contrários, que testam a nossa paciência e a nossa força. Mas o segredo não está em lutar contra o que não podemos controlar; está em aprender a manobrar diante das (...)
As águas avançam em Tuvalu com a frieza de um destino anunciado. A cada maré alta, um pedaço da ilha desaparece, como se a Terra estivesse a apagar uma memória que o mundo teima em ignorar. Casas transformam-se em ruínas salgadas, coqueiros tombam com as raízes (...)
Há em Charlie Brown uma nuvem persistente que não se dissipa, uma espécie de nevoeiro existencial que o impede de ver o azul do céu mesmo quando não há nuvens. Ele espera o pior. Cai antes de tropeçar. Ama com medo e vive com um travão no peito. É gentil, sim, mas (...)
Mãe, há um vazio no tempo desde que partiste, um silêncio onde antes se ouvia a tua voz. O mundo seguiu em frente, mas dentro de mim há um relógio parado, um segundo eterno no momento em que partiste. Lembro-me das tuas mãos, que tantas vezes seguraram as minhas, (...)