Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Há dias em que o mundo parece demasiado pesado, demasiado rápido, demasiado ruidoso. Mas basta um instante de beleza para recordar que ainda há lugar para o que nos torna humanos. Uma melodia simples pode devolver-nos um pedaço de calma; um poema pode acender, com (...)
Às vezes, as palavras pesam mais do que o silêncio. Quando alguém próximo enfrenta uma doença grave — ou quando a dor atinge um dos seus — descobrimos que a língua tropeça, que as frases que antes pareciam simples agora se escondem atrás do receio. Receio de (...)
Os rostos desapareceram. Substituídos por retângulos brilhantes, lentes negras, círculos perfeitos que nos observam mais do que nós a eles. Na imagem, ninguém olha para ninguém — apenas para o pequeno oráculo de vidro que carregam como uma extensão da própria (...)
Recebi "O Jogo do Leão", de Nelson DeMille, no dia em que ele morreu. Um gesto irónico do destino, como se a despedida do autor viesse acompanhada da sua voz mais viva, impressa em páginas que ardem de tensão e inteligência. Comecei a leitura com o peso da perda e fui (...)
Há palavras que chegam como lâminas finas: não fazem estrondo, não deixam aviso, mas abrem sulcos fundos onde ninguém vê. Fingimos que somos feitos de ferro, que nada nos toca, que a língua dos outros não encontra brechas. Mas a verdade é outra: ninguém é à (...)
A dor emocional não tem etiqueta de preço nem prazo de validade. Não se mede em horas, nem se paga com comprimidos. É uma ferida invisível que insiste em pulsar mesmo quando o corpo já não sente nada. A dor física avisa, grita, obriga-nos a parar; a emocional, (...)
Quando a porta se fechou atrás dela, mesmo sabendo que era apenas por algum tempo, o mundo pareceu inclinar-se ligeiramente, como se tivesse perdido o seu centro de gravidade. A casa ficou cheia de um silêncio estranho, demasiado grande para caber nas paredes que (...)