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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

A verdadeira felicidade

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A verdadeira felicidade floresce no jardim onde as sementes da bondade são plantadas.

Ser feliz é uma jornada pessoal, um caminho iluminado pela luz suave da empatia e do respeito mútuo. 

Não precisamos apagar a luz dos outros para que a nossa brilhe mais forte.
 
Felicidade é o calor de um abraço que não sufoca, mas antes acolhe; é a palavra de encorajamento que não diminui os outros, mas eleva todos os que a ouvem.

Estranho costume

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Que estranho costume

ter este azedume

por alguém que não conheci.

Estar onde nunca estive,

Viver o que nunca vivi.

Solitário, observo

Na multidão, não enxergo

Na vida, não vivo

Sou seguido, mas não sigo.

Na infelicidade sou feliz

Sou árvore sem raiz

Água que não sacia

Ilusão que não existia.

Faço ouvidos moucos

Tenho trejeitos loucos

Razões irracionais

Defeitos por demais.

Durmo acordado

Sou um vivo finado.

Inteligentes são os outros

Burros não são poucos

Que alegres e contentes

passam a vida a mostrar os dentes.

Estendem a mão, por caridade

anseiam por promiscuidade

Procuram reconhecimento

lambendo cus sem lamento.

De espinha dobrada

por uma vida deslumbrada

Desperdiçam corações

Por uns míseros tostões.

O que eu queria era sonhar

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Foto de carolyn christine na Unsplash

 

Sempre gostei de sonhar. Não só porque dormia (quem não gosta de dormir?), mas porque era o lugar onde me refugiava e conseguia ser verdadeiramente feliz.  Nele, sentia-me protegido e inteiro.

O sonho era o meu castelo e a minha tela nua.

Pintei os mais bonitos sonhos com a imaginação e construí neles os alicerces de uma felicidade inabalável. O regresso à realidade era sempre uma chatice incontornável.

Se sonhar é viver, então sou um felizardo, porque vivi intensamente, duas vezes, ainda que em realidades diferentes, diametralmente opostas.

Pinta os teus sonhos, constrói o teu castelo e dá asas à tua felicidade.  Sê feliz à tua maneira.

 

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QUASE FUI FELIZ

Naquele tempo de infância, em que a felicidade era inata e universal, algo de maior (de intransponível), se intrometeu.

Quase fui feliz, se não tiver em conta a infelicidade. Quase tive uma infância normal, retirando a anormalidade da equação. Quase fui criança, não tivesse eu crescido.
Corta-me o coração ver as crianças vítimas da guerra, que perderam os pais, os irmãos, os amigos, a sua casa, o seu espaço de brincadeira. Percebo agora que, na minha infelicidade, tive a "felicidade" de ser menos infeliz.
Para aferirmos do nosso grau de (in)felicidade, apenas temos de colocar as situações em perspetiva.

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Sinto-te falta



As ausências a que me obrigas

Marcadas por esse teu triste olhar

São sombras envergonhadas de intrigas

A que me sujeito sem me preocupar

 

Refugio-me nesse teu olhar penetrante

Escondo-me em mim da tua presença

Perco-me neste caminho errante

Que percorro em constante descrença

 

A felicidade é uma quimera

É efémero sentimento cantado

Por poetas desta e de outra era

Em canção e em verso rimado

 

O amor, esse sentimento tão nobre

Brota de qualquer coração enamorado

Seja rico ou seja pobre

É assim a vida de um apaixonado

 

Nas ausências insisto em ficar

Ao teu lado ainda que te perca

Perdido na imensidão do teu olhar

Refugiado no coração que se aperta

 

Encontro-te finalmente entre a imensidão

Dos meus sonhos e pesadelos urdidos

Tornas-te o meu rochedo, o meu bastião

Senhora de destinos incompreendidos

 

Rendo-me nesta destemida covardia

De declarar este amor que me assalta

Que cresce nesta alma deserta, bravia

E ainda que te tenha, sinto-te falta.

 

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