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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Resistência com sotaque

Resistência com sotaque, é o meu novo livro, e será publicado sob a chancela da Oficina da Escrita.

Está em pré-venda no site da editora.

https://www.oficinadaescrita.com/product-page/resistência-com-sotaque-de-rui-ferreira?fbclid=IwAR1meF0lwWP3M3Jen7q70QuAvpKqlL9gXXb9uF-hwV7emwu-BffRJOPNtl4

Imagem Promocional - Rui Ferreira 2.jpg

SINOPSE

Na França ocupada, António, o português, adere à resistência para combater o exército nazi e rapidamente assume um papel de relevo naquela organização. Aí, apaixona-se por Corine, uma resistente francesa. Devido a uma doença grave, esta vê-se afastada do combate pela libertação da sua pátria, enquanto o seu coração é disputado por Henri e António. Henri, num ato desesperado de amor, porá em risco a segurança de toda a célula da resistência.

Um destacado e fervoroso agente nazi, que persegue António por toda a Europa, vê-se confrontado com as suas raízes e questiona toda uma vida de dedicação ao ideal nazi.

Com os Açores no cerne da história, tendo em conta a importância geoestratégica que a ilha detinha, quer para os Aliados, quer para os Nazis, as personagens são chamadas a desempenhar um papel crucial na sua defesa.

Entre a luta e a intriga, entre o amor e a traição, desenrola-se uma história arrebatadora de paixão, resistência, combate e jogos de espionagem, enaltecendo o papel esquecido e pouco reconhecido, que muitos portugueses desempenharam durante a Segunda Guerra Mundial e, mais concretamente, na resistência Francesa.

 

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Ser criança, lá no Leste

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Caiem lá no Leste

Lágrimas de rostos sem infância

Sem mais nada que lhes reste

Que não seja tristeza e intolerância

 

Brincam sem alegria, às escondidas

Nas profundas crateras das bombas

Tentam recuperar as horas perdidas

Recolhendo-se nas horas longas

 

Caiem lá no Leste

Lágrimas de um pequeno rosto

Sem mais nada que lhe reste

Que o tirano seja deposto

 

Nos lares esventrados, estabelecem fronteiras

De desejos e sonhos, constroem ilusões

Na sua inocência já não fazem brincadeiras

Dos adultos apenas recebem desilusões

 

Caiem lá no Leste

Lágrimas de crianças despojadas

Sem mais nada que lhes reste

Do que afinidades dizimadas

 

Com a morte como parceira

Que na sombra as procura em covardia

Fazem da solidariedade, a barreira

Que as protege de tão grande perfídia

 

Caiem lá no Leste

Lágrimas de um rosto de esperança

Com pouco ou nada que lhe reste

Que não seja deixar de ser criança

 

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Coragem de mil almas

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Foto de Антон Дмитриев na Unsplash

 

O céu está nublado de fumo e poeira
O chão é queimado pelo fogo violento
O céu está pintado de vermelho pelos tiros
E na escuridão a terra é um coro
Há uma guerra latente nos nossos corações
A escuridão instalou-se, ninguém fica para trás
O caos do mundo insinua-se como um ladrão
Devemos ficar juntos, encontrar algum alívio
Do fogo da guerra e do caos
Vem a coragem de mil almas
Levantando-se contra a escuridão
Para romper estas paredes de ferro
O barulho dos canhões troando no ar
É hora de lutar pela liberdade, devemos declarar
A coragem será a nossa guia nesta noite escura
E juntos subimos como um, unidos lutamos
Embora a batalha possa ser difícil e a noite pareça tão longa
Encontraremos a saída e não demorará muito
O poder do amor pode dominar todo o medo
Vamos unir forças e deixar isso bem claro
Do fogo da guerra e do caos
Vem a coragem de mil almas
Levantando-se contra a escuridão
Para romper estas paredes de ferro

 

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Guerra do Ultramar: assunto esquecido ou proibido?

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A questão surge do facto de, a guerra do Ultramar, ser o pano de fundo da história de “A vida numa cicatriz”. Muitos me questionam acerca dessa questão, alguns surpreendidos, porque aparentemente a guerra do ultramar não é do seu conhecimento, outros porque se indignam com a temática e não a querem discutir.

Não consigo deixar de ficar surpreendido, ou talvez não, com o grau de desconhecimento que muita da minha geração e todas as outras que a sucedem, têm acerca da guerra do ultramar. Não que desconheçam a sua existência, mas sobretudo, por desconhecerem quase tudo ou muito do que lá se passou e muito do que por cá se passou após ter terminado. Cá, agigantou-se uma outra guerra, passiva, fria, silenciosa, “envergonhada”, no subconsciente de muitos dos ex-combatentes, pelos quais tenho um profundo sentimento de respeito e consideração.

É um dado adquirido que quase todas as famílias portuguesas tiveram algum familiar, mais próximo ou mais afastado, que esteve presente nas ex-colónias, mobilizado em defesa da pátria (cerca de 90% da juventude masculina esteve lá presente durante os 13 anos de conflito).

Seria portanto normalíssimo, que a questão da guerra colonial fosse um assunto sobejamente conhecido e discutido, mas curiosamente, ou talvez não, não é.

É assunto tabu nesta nossa sociedade que está sempre pronta para discutir tudo e mais alguma coisa, excepto os assuntos incómodos ou mais sensíveis. Ao que parece não se pode ou não se deve dizer, nem mesmo em família, que 8.831 militares portugueses perderam a vida nas ex-colónias (dados do EMGFA), e que cerca de 100.000 ficaram feridos ou incapacitados.

Durante anos não se falava, a não ser muito superficialmente, dos traumas de guerra e das dificuldades que muitos dos ex-combatentes tiveram para se integrarem novamente numa sociedade que, aparentemente, apenas os queria esquecer.

O estado português, que tardiamente veio a reconhecer o sacrifício, que estes homens fizeram em prol de algo que, estou convicto, muitos desconheciam ou não percebiam quando foram mobilizados (reparem que os homens e mulheres dos movimentos que lutavam pela independência eram catalogados como terroristas e não como militares), continua em falta com os portugueses ao não promover a discussão acerca das razões, as verdadeiras razões, que levaram o país para este conflito, acerca de tudo o que foi feito no teatro de guerra e da famigerada descolonização, que não sendo nem um sucesso, nem um fiasco, foi a possível face à conjetura nacional e internacional.

Reconheço que o tema, da guerra nas ex-colónias não é fácil, não é consensual, mas é um facto insofismável, marcante da nossa história, que não deve continuar a ser “ignorado” e constantemente varrido para debaixo do tapete. Daí tê-lo trazido à liça como tema fulcral da história.

O país deve, à memória de todos aqueles que fizeram o supremo sacrifício, que o assunto seja discutido, debatido de forma séria e aprofundada, sem tabus. Deve aos que voltaram, o reconhecimento do seu esforço e a devida “compensação”, não só pelo que fizeram pela pátria, mas sobretudo pelo que passaram e passam, em consequência desse desempenho.

A chamada do tema à história teve isso como objetivo, ou seja, pretende que seja discutido, que seja dado a conhecer a todos quantos a ignoram, conscientemente ou inconscientemente, na certeza que deixou cicatrizes profundas na sociedade que precisam ser definitivamente curadas.

Também por isso, dediquei o livro, “A todos os ex-combatentes e em especial aos que fizeram o supremo sacrifício pela pátria.”