Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

O abandono é um estado de espera, mas uma espera sem esperança

445234985_8385484308147666_1926743308206105542_n.j

O abandono é uma paisagem desolada na alma, onde a voz da solidão se ouve entre paredes vazias. É a sensação de ser deixado para trás, uma folha caída que o vento se esqueceu de levar. Há uma quietude nesse sentimento, um silêncio que pesa mais do que o barulho mais ensurdecedor, pois é o silêncio da ausência, da falta que algo ou alguém faz.
É um quarto escuro onde as sombras do passado parecem mais reais do que a luz que se esforça por entrar. É um estado de espera, mas uma espera sem esperança, onde os dias se misturam e as noites se alongam.
O abandono pode ser o fim de um capítulo, mas também pode ser o espaço em branco antes do início de outro. É nesse espaço que temos a possibilidade de reescrever a nossa história, de encontrar um novo propósito e, talvez, redescobrirmo-nos longe das sombras do que foi deixado para trás.

#abandono #alma #ausencia #sombras #passado #dor #esperança #noite #capitulo #ruiferreiraautor #historia #fim #recomeço #luz #textos #textododia #escritos #precisavaescrever #autorportugues #boatardee #sentimentos

Este país não é para "velhos"

424867545_8317737531589011_1321945632257925946_n.j

Num mundo que avança implacável a passos largos, muitas vezes esquecemos de olhar para trás, para aqueles que já percorreram a maior parte do caminho. Os idosos, vulneráveis e menos capazes, são frequentemente deixados à margem, invisíveis aos olhos da sociedade que prioriza a juventude e a eficiência.

É cruel como alguns são tratados no outono das suas vidas, quando deveriam ser envoltos em respeito e admiração. Eles são bibliotecas vivas de sabedoria e história, mas muitas vezes, são relegados ao silêncio e ao esquecimento.
A solidariedade não deve ser um fardo, mas uma partilha natural de compaixão. Devemos estender as nossas mãos não apenas para ajudar, mas para aprender com aqueles que tanto têm para ensinar.
Afinal, a verdadeira avaliação de uma sociedade é encontrada não em como esta celebra os triunfos dos mais fortes, mas em como honra e cuida dos mais frágeis.
 
Imagem: Porto canal
 

Pilares da sociedade

OIG1.UEB_v6vLNt3MmS.jpg

Este poema é uma homenagem aos mais velhos, reconhecendo-os como fundamentais para a estrutura e o bem-estar tanto da sociedade quanto da família. Eles são a ponte entre o passado e o futuro, oferecendo-nos um legado de amor, resiliência e união.

 

Em cada ruga, uma história,

Em cada olhar, uma memória,

São os anciãos, guardiões do tempo,

Que nos ensinam com o vento,

A balançar entre as folhas do passado,

E a plantar para o futuro, lado a lado.

 

Como árvores robustas em bosques antigos,

Erguem-se, imponentes e amigos,

As suas raízes aprofundam-se na terra da tradição,

As suas folhas segredam canções de união,

E nos seus galhos, os frutos do amor,

Nutrem a família, com calor.

 

Eles são o porto seguro nas tempestades,

O farol que guia através das idades,

Com mãos calejadas e coração aberto,

Mostram-nos que o verdadeiro valor está perto,

Na simplicidade de um gesto, na pureza de um conselho,

Na partilha de um momento, no calor de um velho.

 

Que possamos sempre enaltecer,

Esses pilares que nos fazem crescer,

Honrar a sua presença, a sua essência, a sua voz,

Pois em cada um deles, há um pouco de nós.