Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Quem diria que um dia haveria de chegar o Dia Mundial do WC — a verdadeira celebração de um templo onde Portugal, silenciosamente, medita, filosofa e faz scroll nas redes sociais. Afinal, somos um povo que discute obras públicas, mas que vibra mais com a (...)
“Safári humano.” Duas palavras que não deviam existir lado a lado, e no entanto, existiram. Que espécie de abismo moral é esse onde o sofrimento foi espetáculo, onde a morte de inocentes se tornou passatempo de fim de semana? Que prazer doentio é esse que leva (...)
À noite todos os gatos são pardos, dizem os sábios, os poetas e os bêbados à saída dos bares. Uma frase que parece ter nascido da união entre a cegueira noturna e a conveniência moral. Sim, porque quando as luzes se apagam, apagam-se também os escrúpulos — e (...)
Se refletirmos com calma, percebemos que a metáfora aponta para uma contradição profunda da nossa civilização: transformamos aquilo que deveria causar espanto e preocupação em motivo de admiração. O excesso, que revela desequilíbrio, é travestido de virtude. (...)
Hoje em dia a vitória é celebrada como o único desfecho aceitável. Ser o mais forte, o mais rápido, o mais bem-sucedido tornou-se quase uma obsessão coletiva. Mas há uma sabedoria ancestral, cravada no comportamento mais instintivo dos animais, que nos lembra que (...)
As águas avançam em Tuvalu com a frieza de um destino anunciado. A cada maré alta, um pedaço da ilha desaparece, como se a Terra estivesse a apagar uma memória que o mundo teima em ignorar. Casas transformam-se em ruínas salgadas, coqueiros tombam com as raízes (...)
Era uma vez um tempo em que a gentileza não era exceção, mas regra. Onde segurar a porta para alguém não era um ato de herói, mas um reflexo natural da boa educação. Um tempo em que o "bom dia" era mais do que uma palavra — era um sinal de que reconhecíamos o (...)