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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

A mente humana

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Por vezes, a mente humana assemelha-se a um palco onde a intriga, a mentira e a ilusão são os atores principais. Somos espectadores e, ao mesmo tempo, diretores dessa peça que se desenrola com tanta facilidade dentro de nós. Mas porque nos deixamos levar por esses elementos com tanta facilidade?
A intriga, sussurrada nos corredores da nossa consciência, promete-nos um enredo mais interessante, uma história mais picante que a monotonia do quotidiano. Ela seduz-nos com o mistério e o proibido, fazendo-nos esquecer que, muitas vezes, a verdade é bem mais simples e menos dramática.
A mentira, por sua vez, é o véu que cobre as imperfeições da realidade. Usamo-la como escudo, para proteger as nossas vulnerabilidades ou como arma, para atingir objetivos que a honestidade não nos permitiria alcançar. É a pintura que retoca a tela da vida, mas que, com o tempo, descasca e revela o que realmente está por baixo.
E a ilusão é o doce veneno que bebemos para escapar da amargura da realidade. Ela embala-nos em sonhos e esperanças, muitas vezes irrealizáveis, mas que nos dão força para continuar. No entanto, quando a ilusão se desfaz, o choque com a verdade pode ser devastador.
 
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Texto do dia IV

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Da vida, aprendi que não esperar nada de ninguém é uma forma de liberdade. Quando nos desprendemos de anseios e expectativas, abrimos espaço para a serenidade. Não há desilusões, uma vez que não depositamos sonhos nas mãos alheias. Não há traições, pois não confiamos cegamente em promessas vazias.
A paz reside na aceitação desse princípio. Não esperar que o outro compreenda os nossos silêncios, que decifre os nossos olhares ou que nos salve das nossas próprias tormentas. Somos responsáveis pela nossa jornada, e ao não esperar, encontramos a verdadeira tranquilidade.
Assim, seguimos em frente, sem amarras, sem ilusões. Apenas nós mesmos, com a leveza de quem não espera, mas vive plenamente cada instante. 
 
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Aceitar as imperfeições

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As imperfeições humanas são como as marcas de um artesão na sua obra, conferem-lhe autenticidade e caráter. São as nossas imperfeições que nos tornam únicos, que nos diferenciam na multidão.

Aceitar as imperfeições é abraçar a complexidade do ser humano. A aceitação não é complacência; é reconhecimento de que a perfeição é uma ilusão e que a beleza reside na singularidade de cada um de nós.
Quando aceitamos as nossas imperfeições, abrimos as portas para a autenticidade. A aceitação das imperfeições é um ato de coragem, é a escolha de sermos genuínos num mundo que amiúde valoriza a aparência em detrimento da essência.
 

 

Estranho costume

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Que estranho costume

ter este azedume

por alguém que não conheci.

Estar onde nunca estive,

Viver o que nunca vivi.

Solitário, observo

Na multidão, não enxergo

Na vida, não vivo

Sou seguido, mas não sigo.

Na infelicidade sou feliz

Sou árvore sem raiz

Água que não sacia

Ilusão que não existia.

Faço ouvidos moucos

Tenho trejeitos loucos

Razões irracionais

Defeitos por demais.

Durmo acordado

Sou um vivo finado.

Inteligentes são os outros

Burros não são poucos

Que alegres e contentes

passam a vida a mostrar os dentes.

Estendem a mão, por caridade

anseiam por promiscuidade

Procuram reconhecimento

lambendo cus sem lamento.

De espinha dobrada

por uma vida deslumbrada

Desperdiçam corações

Por uns míseros tostões.