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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Texto do dia III

freepik

O racismo, como uma sombra que se esgueira pelas frestas da sociedade, muitas vezes passa despercebido, oculto nos detalhes mais subtis do quotidiano. Manifesta-se no olhar que se desvia, na piada que se disfarça de inocência, nas oportunidades que são subtilmente negadas. É o preconceito que não grita, mas sussurra, que não se declara, mas insinua.
Nas entrelinhas de um comentário, na escolha de uma palavra, no silêncio cúmplice de quem observa, o racismo insidioso, ainda que invisível, ocupa e preenche o seu espaço. Ele veste-se de normalidade, esconde-se atrás de sorrisos e de gestos aparentemente inofensivos. Mas para aqueles que sentem o seu peso, ele é tão real como as correntes que outrora aprisionaram corpos, e que agora procuram aprisionar dignidades.
Combater esse racismo exige mais do que um olhar atento; requer uma consciência desperta, uma disposição para reconhecer e desafiar as pequenas grandes injustiças que, dia após dia, tentam passar por "normais".
 
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Indiferença e injustiça

injustica-social-e-desigualdade-das-pessoas-na-soc

O mundo carregado de dor e sofrimento

Mas muitos se calam sem arrependimento

Não se importam com o outro, só com o próprio bem

Não se sensibilizam com a fome, a guerra, o desdém

A indiferença é a mãe da injustiça

Que alimenta a violência, a opressão, a cobiça

Que ignora os direitos, as diferenças, as vozes

Que gera o ódio, o medo, os algozes

Mas há quem resista e se indigne

Quem lute por um mundo mais digno e livre

Quem se solidarize com o próximo, e se comprometa

Quem denuncie a indiferença, e não se submeta

A justiça é a filha da esperança

Que inspira a paz, a liberdade, a aliança

Que reconhece os deveres, as causas, as semelhanças

Que cria o amor, a coragem, as mudanças.