Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
A maioria tem peso, mas não tem, por si só, razão. Quando muitas vozes repetem a mesma ideia, cria-se a ilusão de verdade, como se o número pudesse substituir a lucidez. No entanto, a verdade não se decide por aclamação nem se curva ao conforto do consenso. Ela (...)
José Saramago foi, e continua a ser, uma singularidade na literatura portuguesa — um sismo de palavras que abalou a tradição e rompeu com o cânone. Ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1998, não por ser apenas um bom escritor, mas porque ousou interrogar o mundo (...)
Há em Charlie Brown uma nuvem persistente que não se dissipa, uma espécie de nevoeiro existencial que o impede de ver o azul do céu mesmo quando não há nuvens. Ele espera o pior. Cai antes de tropeçar. Ama com medo e vive com um travão no peito. É gentil, sim, mas (...)
Não há nobreza maior que a do ignorante bem-intencionado. Ele não sabe, mas está absolutamente certo de que sabe — e isso basta. Afinal, quem precisa de conhecimento quando se tem convicção? E se vier com um sorriso no rosto e a alma em paz, mais perigoso se torna. (...)
Há quem diga que choramos ao nascer por causa do choque térmico, da luz intensa ou do ar que invade abruptamente os pulmões. Mas talvez, só talvez, o choro inaugural seja o primeiro e último ato de plena lucidez que temos. Um grito instintivo diante da tragédia que (...)
O que têm em comum o amor e o vinho, senão o poder de nos embriagar e tornar vulneráveis? Ambos começam com promessas doces — um olhar que arde como o primeiro gole de tinto encorpado, uma palavra que desliza como o néctar na garganta. Mas à medida que nos (...)
Diante dos que se erguem como montanhas, convencidos de serem o ponto mais alto do mundo, a arte está em ser o vento. O vento que observa, que desliza, que toca sem se prender. Eles falam como se a verdade coubesse inteira na palma da mão, como se o horizonte (...)