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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

A verdadeira felicidade

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A verdadeira felicidade floresce no jardim onde as sementes da bondade são plantadas.

Ser feliz é uma jornada pessoal, um caminho iluminado pela luz suave da empatia e do respeito mútuo. 

Não precisamos apagar a luz dos outros para que a nossa brilhe mais forte.
 
Felicidade é o calor de um abraço que não sufoca, mas antes acolhe; é a palavra de encorajamento que não diminui os outros, mas eleva todos os que a ouvem.

Todos temos os nossos demónios

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Em cada coração, há um quarto trancado onde guardamos os nossos demónios. São as vozes que nos dizem que não somos bons o suficiente, os medos que nos paralisam diante do desconhecido, os arrependimentos que pesam nas nossas almas como correntes.
Todos nós carregamos os nossos demónios internos, aqueles sussurros de dúvida e medo que percorrem os corredores escuros das nossas mentes. Alguns são sombras do passado, outros são criados pelas incertezas do futuro. Mas é na forma como lidamos com eles que reside a nossa verdadeira força.
Confrontar esses demónios é um diálogo constante entre o que somos e o que tememos ser. Aceitar que eles existem é o primeiro passo para a liberdade. Não para bani-los, mas para compreendê-los e, quem sabe, aprender com eles. Cada demónio carrega uma lição, uma chave para um aspeto escondido de nós mesmos que, uma vez descoberto, pode levar-nos a uma vida mais plena e autêntica.
Assim, dançamos com os nossos demónios ao ritmo da vida, aprendendo a cada passo a transformar a escuridão em luz.

@destacar

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Amor Inquebrantável

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Na alvorada da tua vida, eu já amava cada traço teu, cada sorriso incipiente, cada choro que rompia o silêncio da noite. Prometi, sob a luz das estrelas, ser o farol que te guia, o escudo que te protege, o porto seguro onde sempre podes ancorar.

Cresceste, qual flor despontando sob o sol do meu orgulho. Em cada passo teu, vi a promessa de um futuro risonho, e em cada queda, estendi minha mão para te erguer. No teu olhar, vi o reflexo dos meus sonhos e a esperança de dias melhores.

Agora, caminhas por trilhos que não posso percorrer, mas o meu amor segue-te como uma sombra fiel. Nas alegrias, celebro contigo; nas tristezas, sou o ombro onde podes repousar. E mesmo quando a cortina da vida se fechar para mim, estarei contigo, sussurrando canções de embalar, contando histórias de coragem, lembrando-te sempre do amor inquebrantável do teu pai.

Porque o amor verdadeiro não conhece barreiras, não teme a distância, nem se curva perante o tempo. Ele é eterno como as estrelas, profundo como o oceano, e mesmo na ausência, ele perdura, um sopro de vida que nunca se extingue.

Assim, minha querida filha, leva contigo este amor, este compromisso que nunca se abala. Que ele seja a tua bússola, o teu consolo, o teu eterno companheiro. E lembra-te, em cada passo, em cada respirar, que o amor do teu pai é um elo que nem mesmo a morte pode desfazer.

Amor incompreendido



Carrego-te no negrume da escuridão

Lado oculto da vida em que te não via

Seguro o grito no silêncio, em vão

Rogo por esta luz pálida que nos guia

 

Que lassidão é esta que me corrói

A alma ímpia, descrente

Que me condena a vilão ou herói

Ou apenas a um ser aparentado a gente

 

Lanço um olhar duvidoso à paisagem nua

Que é esboço não desenhado

É rabisco sobre uma tela crua

És tu, meu amor, do outro lado

 

Chamas-me e não te ouço

Convocas-me e não compareço

Permaneço neste calabouço

Indeciso, e ainda assim não esmoreço

 

E neste impasse me quedo

Impedido de desfrutar esta vida

Solto vocábulos que pretendem ser um berro

Rasgo as vestes pela alma cindida

 

Resisto e não desisto, até à última consequência

Por um amor incessantemente incompreendido

Que perdura e resiste com eloquência

Epílogo da querença que se faz correspondido

 

Rui Ferreira

Penafiel

Poema "Triste Fado"

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Partilho convosco este poema singelo de minha autoria, que foi selecionado para integrar o Volume XII da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho" da Chiado Books


"Triste Fado

Quis este meu triste fado
Que no embalo de um sonho falhado
Me tornasse em algo que não sou
Sou esboço não desenhado, mera pintura que borrou


Ator de um sonho não sonhado, espectro de alguém que nunca voltou
Figurante de um pesadelo inacabado, aprendiz de feiticeiro que nunca se revelou.
Do nada um raio de luz rasgou o negrume
E tu chegaste radiante, ameaçando este velho costume


De permanecer na penumbra, sombrio
Acossado por velhas lembranças, fortes como um rio.
E da noite se fez dia, das trevas se fez luz
Hoje sou quem não fui, nem sequer fui o que supus


Não fosses tu, ó minha linda feiticeira
Trazer-me à luz da tua fogueira
E deambularia deslembrado por aí, esquecido
Solitário, desapaixonado, perpetuamente vencido."