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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Este país não é para "velhos"

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Num mundo que avança implacável a passos largos, muitas vezes esquecemos de olhar para trás, para aqueles que já percorreram a maior parte do caminho. Os idosos, vulneráveis e menos capazes, são frequentemente deixados à margem, invisíveis aos olhos da sociedade que prioriza a juventude e a eficiência.

É cruel como alguns são tratados no outono das suas vidas, quando deveriam ser envoltos em respeito e admiração. Eles são bibliotecas vivas de sabedoria e história, mas muitas vezes, são relegados ao silêncio e ao esquecimento.
A solidariedade não deve ser um fardo, mas uma partilha natural de compaixão. Devemos estender as nossas mãos não apenas para ajudar, mas para aprender com aqueles que tanto têm para ensinar.
Afinal, a verdadeira avaliação de uma sociedade é encontrada não em como esta celebra os triunfos dos mais fortes, mas em como honra e cuida dos mais frágeis.
 
Imagem: Porto canal
 

O Reino

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Lancei naus para o outro lado,

do mundo que acreditava quadrado,

cavalguei as ondas do oceano,

provei que o mundo não é plano,

e com este sentimento profundo,

tornei-me dono do mundo.

O povo inculto colonizei,

Mais sabedor dos que exultei.

Espalhei a palavra com fervor,

aos descrentes infligi dor,

esventrei o solo sagrado,

por um punhado de ouro roubado.

O sangue jorrou incontido

puro, vermelho, nativo,

e ao mar de novo me lancei,

de regresso à casa que deixei.

Nas águas enfrentei a fúria divina,

resoluto, venci a minha sina,

com as naus, no Tejo fundeadas,

repletas de riquezas pilhadas.

A El Rei apresentei-me curvado,

com o sangue nas mãos, lavado,

Carregando o ouro negro, que sem vergonha,

trafiquei alegremente, ó coisa medonha.

Exibidos perante o povo analfabeto e bruto

Que julgava ter o poder absoluto,

Incapaz de alcançar a razão

Obediente como um cão.

O reino delirou com as glórias alcançadas

sem se importar com as vidas ceifadas,

El Rei exultou os feitos desta gente insana

Que se julgava impoluta e puritana.

Tantas riquezas esvaídas

tanto sangue, tantas vidas

Tanto desperdício, tanta pobreza

Tanto bruto disfarçado de nobreza!

 

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