Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Dizem, com um ar de sabedoria herdada de séculos de vinhas e sentimentalismo, que o melhor vinho não é o mais caro, mas sim aquele que é partilhado. A frase circula em postais vintage, em legendas de Instagram com filtros sépia, e em conversas entre amigos depois (...)
Regressar ao Alentejo é sempre um reencontro com a alma. Quem conhece estas terras sabe que nelas há um apelo silencioso, uma serenidade que nos envolve como se o tempo tivesse aqui um outro compasso. Portel, lugar de memórias e de amizades firmes, é para mim mais (...)
Quando uma árvore cai, todos ouvem o estrondo, comentam a queda, lembram-se do vazio deixado no chão. Mas quando ela cresce, em silêncio paciente, ninguém nota o esforço das raízes que rompem a terra, nem o vigor discreto que empurra cada folha em direção à luz. Ass (...)
Em Novelhos, a paisagem é, à primeira vista, um convite à contemplação. O ribeiro serpenteia entre enormes pedregulhos que parecem ter sido ali deixados pelos deuses, guardando, junto de si, os velhos moinhos que falam de esforço, engenho e sobrevivência. Quem (...)
As águas avançam em Tuvalu com a frieza de um destino anunciado. A cada maré alta, um pedaço da ilha desaparece, como se a Terra estivesse a apagar uma memória que o mundo teima em ignorar. Casas transformam-se em ruínas salgadas, coqueiros tombam com as raízes (...)
Dizem que a cura para qualquer coisa é água salgada: lágrimas, suor ou o mar. E talvez seja verdade — porque em cada gota há uma história de resistência. As lágrimas limpam aquilo que a alma já não consegue carregar. São confissões silenciosas, desabafos (...)
Quando o machado chegou à floresta, trazia um brilho metálico de ameaça. Ainda assim, as árvores, confiantes, sussurraram entre si: — Estamos seguras. O cabo é um de nós. O tronco liso do cabo, feito de madeira como elas, parecia familiar. Era irmão em seiva, em (...)