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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Texto do dia IV

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Da vida, aprendi que não esperar nada de ninguém é uma forma de liberdade. Quando nos desprendemos de anseios e expectativas, abrimos espaço para a serenidade. Não há desilusões, uma vez que não depositamos sonhos nas mãos alheias. Não há traições, pois não confiamos cegamente em promessas vazias.
A paz reside na aceitação desse princípio. Não esperar que o outro compreenda os nossos silêncios, que decifre os nossos olhares ou que nos salve das nossas próprias tormentas. Somos responsáveis pela nossa jornada, e ao não esperar, encontramos a verdadeira tranquilidade.
Assim, seguimos em frente, sem amarras, sem ilusões. Apenas nós mesmos, com a leveza de quem não espera, mas vive plenamente cada instante. 
 
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Os pequenos prazeres

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Os pequenos prazeres não exigem grandes gestos ou proclamações; são simples, quase efémeros, mas essenciais.
Um sorriso espontâneo, uma chávena de café que aquece as mãos numa manhã fria, o som da chuva a bater suavemente na janela, ou até mesmo o silêncio reconfortante que acompanha um bom livro.
Eles são o antídoto para o caos, o refúgio onde encontramos paz. Os pequenos prazeres ajudam-nos a recalibrar, a redefinir, a respirar.
Celebra-os. Permite-te ser transportado por eles, ainda que seja apenas por um instante. Pois é nesse instante que podes encontrar a transcendência, um escape, uma ponte para um estado de ser onde as dificuldades do quotidiano se desvanecem, deixando espaço apenas para a gratidão pela simplicidade da vida.

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Indiferença e injustiça

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O mundo carregado de dor e sofrimento

Mas muitos se calam sem arrependimento

Não se importam com o outro, só com o próprio bem

Não se sensibilizam com a fome, a guerra, o desdém

A indiferença é a mãe da injustiça

Que alimenta a violência, a opressão, a cobiça

Que ignora os direitos, as diferenças, as vozes

Que gera o ódio, o medo, os algozes

Mas há quem resista e se indigne

Quem lute por um mundo mais digno e livre

Quem se solidarize com o próximo, e se comprometa

Quem denuncie a indiferença, e não se submeta

A justiça é a filha da esperança

Que inspira a paz, a liberdade, a aliança

Que reconhece os deveres, as causas, as semelhanças

Que cria o amor, a coragem, as mudanças.

A solidão

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Na vastidão silenciosa da noite, a solidão dança em torno de mim como uma sombra fiel. Cada passo tange o vazio do meu ser, ecoando nas paredes do meu coração solitário.

À luz pálida da lua, encontro-me perdido em pensamentos, navegando pelas águas escuras da minha mente.

Os suspiros misturam-se com o murmúrio do vento, enquanto a solidão se enrosca em mim como uma serpente fria.

Na solidão, encontro uma companhia estranha, um instantâneo dos meus próprios anseios e medos, uma reflexão da minha alma solitária.

Entre as sombras, descubro uma paz inquieta, uma resignação melancólica ao abraço solitário da noite.