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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Desalinhado

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Acordo deste sonho não sonhado,

que é pesadelo adiado,

ensaio de vida perdida,

neste mundo sem saída.

Vagueio na imensidão da pequenez,

apesar da minha altivez,

e desta sorte desafortunada,

há muito anunciada.

Que sorte macaca a minha

nesta vida solitária que me encaminha

entre gente sem visão,

que fazem ouvidos moucos,

têm sentidos loucos,

trocam argumentos sem razão.

Encetam viagens entre casas,

trocam conversas desalinhadas

expondo a vida alheia, só porque, sim, ou porque não!

Que loucura bravia,

a conversa desta gente vadia,

aprumada e empinada,

que solitária e abandonada,

ali mesmo se defende,

insulta e se ofende.

Estranha pequenez,

que se impõe de quando em vez,

à anormalidade reinante

desta vida de farsante.

São vidas, meus senhores

Que não vivem sem favores.

São Vidas, sonhadas e não vividas

Salvem-se! Agarrem um salva-vidas!

 

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Poema "Triste Fado"

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Partilho convosco este poema singelo de minha autoria, que foi selecionado para integrar o Volume XII da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho" da Chiado Books


"Triste Fado

Quis este meu triste fado
Que no embalo de um sonho falhado
Me tornasse em algo que não sou
Sou esboço não desenhado, mera pintura que borrou


Ator de um sonho não sonhado, espectro de alguém que nunca voltou
Figurante de um pesadelo inacabado, aprendiz de feiticeiro que nunca se revelou.
Do nada um raio de luz rasgou o negrume
E tu chegaste radiante, ameaçando este velho costume


De permanecer na penumbra, sombrio
Acossado por velhas lembranças, fortes como um rio.
E da noite se fez dia, das trevas se fez luz
Hoje sou quem não fui, nem sequer fui o que supus


Não fosses tu, ó minha linda feiticeira
Trazer-me à luz da tua fogueira
E deambularia deslembrado por aí, esquecido
Solitário, desapaixonado, perpetuamente vencido."