Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Mãe, há um vazio no tempo desde que partiste, um silêncio onde antes se ouvia a tua voz. O mundo seguiu em frente, mas dentro de mim há um relógio parado, um segundo eterno no momento em que partiste. Lembro-me das tuas mãos, que tantas vezes seguraram as minhas, (...)
Hoje, a palavra veste-se de ouro e caminha descalça sobre o tempo. É dia de celebrar aqueles que, com a pena ou com a voz, resgatam do silêncio o que o mundo esquece. Os poetas, arquitetos do efémero, constroem pontes entre a realidade e o sonho, costuram a dor com (...)
Vejo com os olhos fechados,escuto o silêncio ensurdecedor,toco o vazio que pesacomo o tempo que nunca passou. Sou um estranho conhecido,um vivo que nunca existiu,uma sombra que se estendesem que haja luz. Sou ausência que pesa,corpo que anda sem estar,um nome que ecoa,mas nunca foi chamado.
Os fracos comandam os fortes, com mãos vazias cheias de tudo. Sentam-se em tronos sem base, erguem castelos feitos de vento.
Os mudos discursam em gritos, os surdos aplaudem em silêncio. Prometem o que nunca deram, tomam o que nunca pediram.
Os famintos servem banquetes, (...)
A palavra rasga a pele do tempo, É semente e tempestade, fôlego que molda o tempo e deixa marcas onde os pés não podem ir.
Não há grades que a contenham, nem muros que a impeçam de voar. Fere mais do que a lâmina, cura mais do que a prece, desperta os que dormem na (...)
Eles sempre voltam, não importa quantos invernos os afastem, não importa quantos mundos os separem. Há um chamamento silencioso, uma lembrança que não se apaga, um reconhecimento antes mesmo do toque. Não é amor de posse, não é amor de urgência é amor que sabe (...)
A guerra devora tudo. O chão encharcado de sangue não distingue heróis de covardes, nem sonhos de cinzas. Homens simples, arrancados das suas casas, vestem fardas que pesam como correntes. Aprendem a disparar antes de entender porquê, aprendem a matar antes de (...)