Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Há dias em que o mundo parece demasiado pesado, demasiado rápido, demasiado ruidoso. Mas basta um instante de beleza para recordar que ainda há lugar para o que nos torna humanos. Uma melodia simples pode devolver-nos um pedaço de calma; um poema pode acender, com (...)
Dizemos sempre: “Se visse, denunciava.” Mas quando os gritos atravessam a parede do prédio, a maioria baixa o volume da televisão e finge que nada aconteceu. Esse silêncio é tão letal quanto o punho que desce sobre a vítima. A violência doméstica não (...)
Há palavras que chegam como lâminas finas: não fazem estrondo, não deixam aviso, mas abrem sulcos fundos onde ninguém vê. Fingimos que somos feitos de ferro, que nada nos toca, que a língua dos outros não encontra brechas. Mas a verdade é outra: ninguém é à (...)
Quando a porta se fechou atrás dela, mesmo sabendo que era apenas por algum tempo, o mundo pareceu inclinar-se ligeiramente, como se tivesse perdido o seu centro de gravidade. A casa ficou cheia de um silêncio estranho, demasiado grande para caber nas paredes que (...)
Nem todo herói usa capa, e nem todo ladrão sabe roubar. Em Penafiel, um aspirante a fora-da-lei decidiu tentar a sorte com um assalto à mão armada — mas esqueceu-se de um detalhe técnico: saber intimidar. Resultado? Foi manietado pelos próprios proprietários, (...)
“Safári humano.” Duas palavras que não deviam existir lado a lado, e no entanto, existiram. Que espécie de abismo moral é esse onde o sofrimento foi espetáculo, onde a morte de inocentes se tornou passatempo de fim de semana? Que prazer doentio é esse que leva (...)
Caminhamos sobre o chão como se ele fosse apenas cenário, e não o corpo que nos sustenta. Selamos a terra com betão, asfixiamos-lhe o fôlego com asfalto, e chamamos progresso ao silêncio do solo que já não respira. As raízes, antes mensageiras de vida, agora (...)