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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

A mente humana

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Por vezes, a mente humana assemelha-se a um palco onde a intriga, a mentira e a ilusão são os atores principais. Somos espectadores e, ao mesmo tempo, diretores dessa peça que se desenrola com tanta facilidade dentro de nós. Mas porque nos deixamos levar por esses elementos com tanta facilidade?
A intriga, sussurrada nos corredores da nossa consciência, promete-nos um enredo mais interessante, uma história mais picante que a monotonia do quotidiano. Ela seduz-nos com o mistério e o proibido, fazendo-nos esquecer que, muitas vezes, a verdade é bem mais simples e menos dramática.
A mentira, por sua vez, é o véu que cobre as imperfeições da realidade. Usamo-la como escudo, para proteger as nossas vulnerabilidades ou como arma, para atingir objetivos que a honestidade não nos permitiria alcançar. É a pintura que retoca a tela da vida, mas que, com o tempo, descasca e revela o que realmente está por baixo.
E a ilusão é o doce veneno que bebemos para escapar da amargura da realidade. Ela embala-nos em sonhos e esperanças, muitas vezes irrealizáveis, mas que nos dão força para continuar. No entanto, quando a ilusão se desfaz, o choque com a verdade pode ser devastador.
 
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A indiferença nas grandes cidades

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Nas grandes cidades, as ruas são veias por onde circula a indiferença, e os passos apressados dos transeuntes refletem a pressa de chegar a lugar nenhum. Há um silêncio ensurdecedor na multidão, uma solidão compartilhada em contraponto à cacofonia urbana.
As pessoas passam umas pelas outras como sombras, olhares baixos, temendo o encontro com a realidade do outro. O sofrimento alheio torna-se invisível, coberto pelo véu da apatia. Os que nada têm estendem mãos que clamam por ajuda, mas as suas vozes perdem-se no vórtice de uma sociedade que valoriza mais o ter do que o ser.
Tenta-se apagar a existência dos desfavorecidos com a indiferença, como se ignorar pudesse dissolver a dor. Mas a dor é uma tinta permanente na sociedade, e a indiferença apenas mancha mais profundamente. A frieza das grandes cidades não é mais do que o reflexo do gelo que se forma nos corações que se esqueceram de sentir.


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A dança das impossibilidades

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Há uma dança mágica que acontece nos recantos da nossa mente, onde os sonhos e a realidade se abraçam. É a dança das impossibilidades, um espetáculo silencioso que nos lembra da força da nossa crença.

A crença é uma força poderosa. Ela impulsiona-nos a seguir em frente, mesmo quando todos os sinais apontam para o contrário. Quando a razão diz “não”, a crença sussurra “talvez”. E é nesse “talvez” que reside a magia.

A crença é o combustível da alma, a centelha que acende o motor da realização. Ela ensina-nos que, mesmo quando tudo parece perdido, ainda podemos encontrar uma saída.

No final das contas, a dança das impossibilidades é a mais bela de todas, e é nela que encontramos a nossa verdadeira liberdade.

O que eu queria era sonhar

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Foto de carolyn christine na Unsplash

 

Sempre gostei de sonhar. Não só porque dormia (quem não gosta de dormir?), mas porque era o lugar onde me refugiava e conseguia ser verdadeiramente feliz.  Nele, sentia-me protegido e inteiro.

O sonho era o meu castelo e a minha tela nua.

Pintei os mais bonitos sonhos com a imaginação e construí neles os alicerces de uma felicidade inabalável. O regresso à realidade era sempre uma chatice incontornável.

Se sonhar é viver, então sou um felizardo, porque vivi intensamente, duas vezes, ainda que em realidades diferentes, diametralmente opostas.

Pinta os teus sonhos, constrói o teu castelo e dá asas à tua felicidade.  Sê feliz à tua maneira.

 

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