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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Texto do dia VII

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Nesta vida onde os espelhos se tornaram mais consultados que os livros, a sociedade desfila numa passarela de efemeridades. A profundidade é ofuscada pelo brilho superficial de um "Gosto", e a sabedoria antiga é trocada por tutoriais de cinco minutos. 
Nesta feira de vaidades, o conteúdo genuíno é substituído por filtros que distorcem a realidade, criando um palco onde todos são atores, mas poucos reconhecem o teatro. Valoriza-se o que é volátil, e a procura incessante pelo extraordinário torna o ordinário desvalorizado. 
Tenta-se normalizar o anormal, aplaudindo-se o extravagante enquanto o essencial é relegado ao esquecimento. 
A sociedade, embriagada pelo consumo desenfreado, esquece que as coisas mais valiosas não têm etiqueta de preço e que, no fim, o que realmente importa não pode ser comprado ou vendido. 
 
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Imagem gerada por IA 

Saber viver

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Viver é uma arte que se pinta no dia a dia com as cores da experiência e da sabedoria. É saber que cada traço nosso no mundo deve ser feito com a delicadeza de quem não quer deixar marcas de dor. Viver sem preconceitos é abrir as janelas da alma para que o sol da igualdade ilumine todos os cantos escuros da ignorância. É entender que a vida alheia é um quadro à parte, que merece ser respeitado e não comentado ou julgado.
Saber viver é caminhar com a leveza de quem não carrega o peso das provocações gratuitas, pois estas, como folhas ao vento, acabam por voltar à sua origem, trazendo consigo apenas o vazio daquilo que não constrói.
 

Este país não é para "velhos"

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Num mundo que avança implacável a passos largos, muitas vezes esquecemos de olhar para trás, para aqueles que já percorreram a maior parte do caminho. Os idosos, vulneráveis e menos capazes, são frequentemente deixados à margem, invisíveis aos olhos da sociedade que prioriza a juventude e a eficiência.

É cruel como alguns são tratados no outono das suas vidas, quando deveriam ser envoltos em respeito e admiração. Eles são bibliotecas vivas de sabedoria e história, mas muitas vezes, são relegados ao silêncio e ao esquecimento.
A solidariedade não deve ser um fardo, mas uma partilha natural de compaixão. Devemos estender as nossas mãos não apenas para ajudar, mas para aprender com aqueles que tanto têm para ensinar.
Afinal, a verdadeira avaliação de uma sociedade é encontrada não em como esta celebra os triunfos dos mais fortes, mas em como honra e cuida dos mais frágeis.
 
Imagem: Porto canal