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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Texto do dia VII

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Nesta vida onde os espelhos se tornaram mais consultados que os livros, a sociedade desfila numa passarela de efemeridades. A profundidade é ofuscada pelo brilho superficial de um "Gosto", e a sabedoria antiga é trocada por tutoriais de cinco minutos. 
Nesta feira de vaidades, o conteúdo genuíno é substituído por filtros que distorcem a realidade, criando um palco onde todos são atores, mas poucos reconhecem o teatro. Valoriza-se o que é volátil, e a procura incessante pelo extraordinário torna o ordinário desvalorizado. 
Tenta-se normalizar o anormal, aplaudindo-se o extravagante enquanto o essencial é relegado ao esquecimento. 
A sociedade, embriagada pelo consumo desenfreado, esquece que as coisas mais valiosas não têm etiqueta de preço e que, no fim, o que realmente importa não pode ser comprado ou vendido. 
 
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Imagem gerada por IA 

Texto do dia III

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O racismo, como uma sombra que se esgueira pelas frestas da sociedade, muitas vezes passa despercebido, oculto nos detalhes mais subtis do quotidiano. Manifesta-se no olhar que se desvia, na piada que se disfarça de inocência, nas oportunidades que são subtilmente negadas. É o preconceito que não grita, mas sussurra, que não se declara, mas insinua.
Nas entrelinhas de um comentário, na escolha de uma palavra, no silêncio cúmplice de quem observa, o racismo insidioso, ainda que invisível, ocupa e preenche o seu espaço. Ele veste-se de normalidade, esconde-se atrás de sorrisos e de gestos aparentemente inofensivos. Mas para aqueles que sentem o seu peso, ele é tão real como as correntes que outrora aprisionaram corpos, e que agora procuram aprisionar dignidades.
Combater esse racismo exige mais do que um olhar atento; requer uma consciência desperta, uma disposição para reconhecer e desafiar as pequenas grandes injustiças que, dia após dia, tentam passar por "normais".
 
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Texto do dia

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A loucura, muitas vezes vista como um desvio da norma, pode ser a faísca que acende a chama da genialidade. Numa sociedade onde a conformidade é regra, é a loucura que ousa questionar, quebrar barreiras e explorar o desconhecido. Ela é o sopro de vida numa existência muitas vezes monótona, um convite para dançar ao som de uma melodia diferente.
Em momentos de crise, quando as soluções convencionais falham, é a loucura que oferece um caminho alternativo. Ela salva-nos da estagnação, empurrando a humanidade para frente, para inovações e descobertas que só podem nascer fora dos limites do pensamento racional. A loucura é, portanto, não apenas uma fuga, mas um retorno ao que é mais essencial e puro no espírito humano: a capacidade de sonhar e de transformar esses sonhos em realidade.

A arrogância

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A arrogância é como uma sombra que escurece o coração, impedindo-nos de ver a verdadeira essência dos outros e de nós mesmos.
Ser humilde não significa diminuir-se, mas antes reconhecer que, apesar das nossas conquistas, somos todos feitos da mesma matéria, sujeitos às mesmas dores e alegrias.
Quando deixamos de lado a arrogância e adotamos a humildade, a honestidade e a solidariedade, crescemos não só como indivíduos, mas também como sociedade.
Só assim seremos melhores seres humanos.

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A indiferença nas grandes cidades

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Nas grandes cidades, as ruas são veias por onde circula a indiferença, e os passos apressados dos transeuntes refletem a pressa de chegar a lugar nenhum. Há um silêncio ensurdecedor na multidão, uma solidão compartilhada em contraponto à cacofonia urbana.
As pessoas passam umas pelas outras como sombras, olhares baixos, temendo o encontro com a realidade do outro. O sofrimento alheio torna-se invisível, coberto pelo véu da apatia. Os que nada têm estendem mãos que clamam por ajuda, mas as suas vozes perdem-se no vórtice de uma sociedade que valoriza mais o ter do que o ser.
Tenta-se apagar a existência dos desfavorecidos com a indiferença, como se ignorar pudesse dissolver a dor. Mas a dor é uma tinta permanente na sociedade, e a indiferença apenas mancha mais profundamente. A frieza das grandes cidades não é mais do que o reflexo do gelo que se forma nos corações que se esqueceram de sentir.


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O valor das coisas banais

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Num mundo onde o extraordinário é frequentemente celebrado, as coisas banais são como o silêncio entre as notas de uma música, essencial mas muitas vezes não notado.

As coisas banais são as raízes da nossa vida em sociedade. Elas são o “bom dia” ao vizinho, o agradecimento ao motorista do autocarro, ou até mesmo o ato de segurar a porta para alguém. Estes atos podem parecer insignificantes, mas são eles que mantêm a cortesia e a gentileza em circulação, nutrindo a empatia e a conexão humana.
Ao valorizar o banal, reconhecemos que cada gesto, por menor que seja, tem o poder de transformar o dia de alguém e, por extensão, a sociedade em que vivemos.

Pilares da sociedade

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Este poema é uma homenagem aos mais velhos, reconhecendo-os como fundamentais para a estrutura e o bem-estar tanto da sociedade quanto da família. Eles são a ponte entre o passado e o futuro, oferecendo-nos um legado de amor, resiliência e união.

 

Em cada ruga, uma história,

Em cada olhar, uma memória,

São os anciãos, guardiões do tempo,

Que nos ensinam com o vento,

A balançar entre as folhas do passado,

E a plantar para o futuro, lado a lado.

 

Como árvores robustas em bosques antigos,

Erguem-se, imponentes e amigos,

As suas raízes aprofundam-se na terra da tradição,

As suas folhas segredam canções de união,

E nos seus galhos, os frutos do amor,

Nutrem a família, com calor.

 

Eles são o porto seguro nas tempestades,

O farol que guia através das idades,

Com mãos calejadas e coração aberto,

Mostram-nos que o verdadeiro valor está perto,

Na simplicidade de um gesto, na pureza de um conselho,

Na partilha de um momento, no calor de um velho.

 

Que possamos sempre enaltecer,

Esses pilares que nos fazem crescer,

Honrar a sua presença, a sua essência, a sua voz,

Pois em cada um deles, há um pouco de nós.