Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Nas páginas deste blog, desvendo o meu universo literário. Entre linhas e versos convido-o a mergulhar nas emoções e reflexões que habitam nas minhas palavras.
Este é o espaço onde as ideias ganham vida.
Às vezes, as palavras pesam mais do que o silêncio. Quando alguém próximo enfrenta uma doença grave — ou quando a dor atinge um dos seus — descobrimos que a língua tropeça, que as frases que antes pareciam simples agora se escondem atrás do receio. Receio de (...)
“Safári humano.” Duas palavras que não deviam existir lado a lado, e no entanto, existiram. Que espécie de abismo moral é esse onde o sofrimento foi espetáculo, onde a morte de inocentes se tornou passatempo de fim de semana? Que prazer doentio é esse que leva (...)
O que é crescer sem infância? Gritamos por paz em debates, fóruns e hashtags. Mas, longe das câmaras e manchetes que vão mudando, há crianças a crescer em silêncio, entre os escombros daquilo que devia ser a sua infância. Em Gaza. Na Ucrânia. Em tantos outros (...)
A escuridão do pensamento pode ser mais cega do que a noite sem estrelas, porque nela não há apenas ausência de luz — há ausência de clareza, de sentido, de direção. A noite, por mais densa que pareça, ainda guarda o murmúrio do mundo, o sussurro das folhas, a (...)
Para todos os males há dois remédios, o tempo e o silêncio — diz-se, e hoje, mais do que nunca, esta verdade parece lembrar com uma urgência subtil. Vivemos rodeados de ruído: notificações, opiniões, julgamentos instantâneos. O mundo exige respostas (...)
Preocupar-se com o amanhã é como tentar segurar a chuva com as mãos: um esforço vão que apenas molha mais depressa a alma. A mente, inquieta, acredita que antecipar o sofrimento é uma forma de o evitar, mas o que faz, na verdade, é adiantar a dor, somando-a ao (...)
Oh, utopia insensata, que proclama a Europa una e indivisível, erguendo estandartes de concórdia sobre os escombros de séculos de dissonância! Os seus arautos, armados de tratados e jargões burocráticos, julgam que um punhado de regulamentos e reuniões em salas bem (...)