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Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

Rui Ferreira Autor

"A imaginação é o solo fértil onde as sementes do impossível brotam." RF

O abandono é um estado de espera, mas uma espera sem esperança

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O abandono é uma paisagem desolada na alma, onde a voz da solidão se ouve entre paredes vazias. É a sensação de ser deixado para trás, uma folha caída que o vento se esqueceu de levar. Há uma quietude nesse sentimento, um silêncio que pesa mais do que o barulho mais ensurdecedor, pois é o silêncio da ausência, da falta que algo ou alguém faz.
É um quarto escuro onde as sombras do passado parecem mais reais do que a luz que se esforça por entrar. É um estado de espera, mas uma espera sem esperança, onde os dias se misturam e as noites se alongam.
O abandono pode ser o fim de um capítulo, mas também pode ser o espaço em branco antes do início de outro. É nesse espaço que temos a possibilidade de reescrever a nossa história, de encontrar um novo propósito e, talvez, redescobrirmo-nos longe das sombras do que foi deixado para trás.

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A solidão

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Na vastidão silenciosa da noite, a solidão dança em torno de mim como uma sombra fiel. Cada passo tange o vazio do meu ser, ecoando nas paredes do meu coração solitário.

À luz pálida da lua, encontro-me perdido em pensamentos, navegando pelas águas escuras da minha mente.

Os suspiros misturam-se com o murmúrio do vento, enquanto a solidão se enrosca em mim como uma serpente fria.

Na solidão, encontro uma companhia estranha, um instantâneo dos meus próprios anseios e medos, uma reflexão da minha alma solitária.

Entre as sombras, descubro uma paz inquieta, uma resignação melancólica ao abraço solitário da noite.